Experiência do usuário da web em relação às cores

Embora às vezes a cor seja considerada uma escolha puramente estética por alguns profissionais, entender o impacto das cores é fundamental para a criação de uma paleta que funcione bem em design digital. As cores têm inúmeros significados e podem funcionar como componente-chave para causar efeitos psicológicos sobre a usabilidade de produtos digitais, tanto quanto a linguagem.

Sites e aplicativos com uma paleta de cores adequada despertam a atração automática do usuário – algo flui naturalmente e com satisfação – muitas vezes por complementar a estrutura e a hierarquia de uma interface, ou por associações ao mundo real, proporcionando uma experiência agradável em relação a um produto. Por sua vez, uma escolha inadequada de cores influencia a experiência do usuário de forma negativa e pode até tornar a interação inexpressiva.
Apesar de se tratar de um tópico complexo e com muitos pontos sutis, existem certos aspectos das cores em web design que podem ser tratados em um nível mais universal. Elementos como variações culturais nos significados das cores e função do aplicativo ou site são exemplos de conceitos básicos bastante diretos para os designers aplicarem no seu trabalho.

Significado das diferentes cores: análise básica

Foto: Pixabay

As variações na área vermelha do espectro de cores são conhecidas como cores quentes e incluem vermelho, laranja e amarelo. O vermelho, por exemplo, é capaz de provocar reações fortes, indicando alerta, perigo ou paixão. O laranja, cor muito criativa e energética, está associado à aventura, juventude e também pode evocar um sentimento retrô, pelos fortes laços com o estilo dos anos 1970. Já o amarelo é uma cor alegre e otimista, usado em tons mais neutros para designs relacionados a temas infantis, tons mais brilhantes em designs criativos, ou ainda tons mais escuros associados à riqueza.

Cores frias como azul, verde, índigo e violeta remetem à quietude, doçura, contemplação e diferentes tons destes quadros mentais. O verde tem algumas associações variadas como ambientalismo e natureza, ou ainda riqueza e tradição (em tons mais escuros). O azul é a cor mais apreciada universalmente, o que pode explicar por que tantas empresas optam por tons de azul para sua marca. Os azuis mais brilhantes aparecem associados à comunicação, enquanto outros tons frequentemente remetem à lealdade e confiança.

O roxo, por muito tempo, foi uma cor associadas à realeza, com significados variados que também podem evocar mistério e espiritualidade. Seus matizes podem ser encontrados em marcas e projetos criativos, que necessitam se distinguir de outros concorrentes.  

Preto pode sugerir sofisticação e luxo. Dependendo das outras cores usadas em conjunto, o preto pode parecer moderno ou tradicional, formal ou casual. O branco está ligado à pureza, inocência e positividade, e é bastante usado em designs minimalistas devido à sua neutralidade. Assim como o preto, o branco assume facilmente as características de outras cores com as quais se reune. Já a cor cinza tem significados variados, dependendo do contexto. Pode ser conservadora e sofisticada, ou designar emoções.

Mas a cor, entretanto, não pode ser considerada apenas pela teoria a qual geralmente está associada – cor também é arte. Portanto, uma cor pode ser percebida de outras maneiras, permite outras combinações, alterando o matiz exato ou variando a forma como é usada entre outros elementos do web design.

Saturação de cor pode ter efeito profundo no ambiente digital

Foto: Pixabay

As cores saturadas são consideradas dinâmicas, chamativas e emocionantes, razão pela qual são comumente usados para links, alertas, sistemas de mensagens e botões.
Cores claras e escuras dessaturadas são freqüentemente usadas para painéis, plano de fundo e menus. O principal motivo é que elas não chamam a atenção e não interrompem a concentração dos usuários.

Cores complexas sugerem uma interface ou design de maior qualidade

Sites e aplicativos com blocos de cores simples são aparentemente aceitáveis, mas mesmo um pequeno sombreado gradativo ajuda a torná-los mais profissionais. Isso é especialmente verdadeiro quando se trata de interfaces em que as cores luxuosas e mais complexas sugerem uma qualidade superior às projetadas por um amador.

Usabilidade e cor estão relacionadas em termos de função do aplicativo ou site

Sites e aplicativos são aparentemente mais fáceis de usar se as cores corretas forem escolhidas. As cores podem ser usadas para separar e destacar diferentes seções, categorias e funções. Cores que chamam a atenção podem indicar funções de alta prioridade, bem como cores neutras podem indicar funções de prioridade mais baixa.

A cor também pode ser usada para sugerir o perigo de uma função, como usar vermelho para fechar uma conta ou excluir algo do site, e usar verde para sugerir a adição de algo ou o livre acesso. Por exemplo, um sistema de gerenciamento de conteúdo pode destacar o botão “excluir” para widgets com uma cor vermelha. O botão “adicionar” pode ser destacado para widgets com as cores azul ou verde.

Embora algumas cores sejam universais no design, como preto, branco e cinza, matizes com as quais são combinadas podem criar experiências melhores. Uma paleta de cores bem projetada, especialmente aquela que inclui alguns tons inesperados, não é apenas uma escolha estética – pode ter efeitos psicológicos significativos nos usuários. Mas essa é apenas uma pequena parte de um quebra-cabeça maior que é o design de um site ou aplicativo e sua usabilidade subsequente.

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5 etapas que você deve levar em conta ao apresentar um projeto de design

Antes de falarmos sobre a apresentação propriamente dita, é importante entendermos o funcionamento de todo o processo.

Se você acompanha meus artigos aqui no blog, sabe que falo recorrentemente desse assunto.

E para falar sobre apresentação não vai ser diferente…

A apresentação é o arremate, a bola na frente do gol.

E o resultado dela não pode ser visto como um fato isolado, mas algo conectado a todo o processo de um projeto.

Estrutura de uma apresentação de sucesso

A estrutura de apresentação, segundo a designer Itamara Ferreira, se assemelha à estrutura de uma redação dissertativa.

Nas próprias palavras da designer, essa afirmação pode ser óbvia, mas muitas pessoas esquecem.

Antes de qualquer coisa, a apresentação de um projeto é também uma história. Uma história sobre o processo, justificação dos porquês e afins.

Então, para cumprir com essa característica, é importante que a história tenha um começo, meio e fim.

Mas se você está mais conectado com o universo das redações do ENEM, entenda como: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Todas as etapas são importantes e agregam demais para o resultado que todo profissional espera ao final de uma apresentação: a aprovação.

1- Relembrar o Briefing

Trazer elementos do briefing, além de deixar o seu cliente na mesma página que você, mostra a sua dedicação e embasamento nas informações que ele compartilhou.

Já que o briefing é a matéria-prima de um projeto, utilizá-lo como principal fonte de informações é um passo crucial.

Nessa estrutura que estou desenhando com você, falar sobre o briefing e sua leitura dele é o primeiro momento.

Se você tem o bom hábito de documentar cada coisa, vai ficar muito mais simples.

É possível resgatar as conexões feitas, permitindo que seu cliente esteja bem habituado para os próximos passos da apresentação.

2- Citar a Pesquisa

Certo…você documentou muitas informações extraídas de suas conversas com o cliente, formulário interativo, etc.

Agora é preciso pontuar os frutos das suas pesquisas a partir das informações colhidas no briefing.

A pesquisa vai dar ao seu cliente um fio condutor sobre as decisões que você tomou para o projeto.

As informações que você encontrou através das pesquisas conectadas com informações que seu cliente te passou vão dar a ele uma noção maior de completude.

A seguinte frase precisa ecoar no cérebro dele: hum, faz sentido.

3- Justificar as Decisões

Perceba que chegamos na etapa 3 e nada ainda do produto (resultado).

Nessa etapa da apresentação, é preciso justificar decisões.

Você leu e separou as informações do briefing com muita atenção. Expandiu os conceitos através das suas pesquisas e criou um raciocínio coeso.

Agora é o momento de justificar as decisões em torno do projeto.

Caso você trabalhe com a criação de logotipos, por exemplo, esse é o momento para falar sobre cores e tipografia.

“Eu escolhi tal cor porque através da minha pesquisa e briefing é essa mensagem que queremos passar”

“Essa tipografia vai ser mais adequada para o projeto porque é sóbria ao ponto de dar destaque ao símbolo.”

Quanto maior o sentido das suas argumentações, menor as dúvidas e receios o seu cliente terá com sua apresentação.

4- Mostrar as Aplicações

Nessa etapa, é o seu momento de utilizar as aplicações mais criativas.

Para muitos projetos criativos, o resultado do trabalho não é necessariamente tangível.

Um logotipo, por exemplo, não existe enquanto elemento gráfico, mas passa a existir quando interage com o universo do seu cliente (não falo disso conceitualmente, mas na percepção do seu cliente).

Para o cliente não fica tão claro como o projeto vai estar até que ele o veja em um ambiente próximo do real, como por exemplo, em um mockup com a frente da loja.

“Éricles, mas como vou saber quais aplicações fazer?”

No meu artigo sobre briefing, você vai entender quais perguntas fazer e como aproveita-las nos momentos futuros.

Mas, resumindo, você vai perguntar ao seu cliente onde o projeto será visto.

Para isso vale entender o local, o contexto, para quais pessoas, em qual estado emocional, etc.

Essa informação vai te ajudar a desenvolver o projeto em um ambiente tangível ao seu cliente.

5- Pedir o Feedback

Por fim, esse é um elemento da estrutura que muita gente esquece, mas, confie em mim, faz toda diferença.

Você falou e falou. Explicou seu ponto e apresentou o projeto final.

Mas pense o seguinte: na cabeça do seu cliente está passando um milhão de coisas.

Entenda que ele está lidando com as expectativas nesse exato momento.

Durante o desenvolvimento do projeto ele imaginou e sonhou com a conclusão. Mesmo que não tenha expressado com você, ele gerou uma expectativa.

E nessa etapa (que pode ser feita apenas com uma frase), você “passa a pelota” para o seu cliente.

Perguntas como “o que achou?”, “fez sentido pra você?” ou “vamos pra próxima etapa?”, vão te ajudar a dar uma boa conclusão para sua apresentação.

Conclusão

Tenha muita atenção ao seu processo, crie uma estrutura lógica de começo, meio e fim para suas apresentações, e com certeza vai colher resultados positivos.

E entenda resultados positivos como maior clareza sobre o que pode ser melhorado, mas também a aprovação já de cara (que é o desejo de todo profissional!).

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