Conhecendo melhor as ferramentas de seleção do Photoshop

A principal prova de que não somos a nossa audiência foi uma enquete que realizei no Instagram há algumas semanas. Nela levantei questões em relação ao meu conteúdo, e para quem me conhece no Instagram, sabe que meu foco é em Illustrator e ensinar grids.

Mas nessa enquete, percebi que grande parte do meu público (mais que a metade) queria aprender Photoshop. Ela foi a primeira ferramenta da Adobe que tive contato em 2013, então, resolvi apostar em tutoriais dela também, e para iniciar, vamos falar sobre o passo zero, as ferramentas de seleção.

Ferramentas de seleção

Para simplificar o nosso aprendizado, vou separar as ferramentas de seleção em grupos. Você perceberá que o próprio Photoshop faz a separação em grupos com ferramentas similares, mas talvez não fique tão claro sem os separadores.

Quando clicamos na customização da barra de ferramentas, fica mais claro esse agrupamento que falei, o que também nos ajuda a encontrar ferramentas com determinado fim a partir do que existe nas proximidades.

Os três grupos que falarei para trabalharmos com seleção no Photoshop são: marquee tool, lasso tool e ferramentas de seleção rápida. Cada uma delas têm suas peculiaridades, e cada projeto vai demandar algo que uma ferramenta vai se destacar.

1- Marquee

O grupo marquee possui quatro opções de ferramentas, separados em rectangular, elliptical, single row e single column. Vamos falar das duas primeiras.

O uso da rectangular e elliptical é bem simples, são as formas geométricas, retângulo e elipse, que marcam a seleção. Mas também existem atalhos que visam melhorar o nosso fluxo de trabalho.

Os atalhos principais têm a ver com transformação e movimentação da seleção. Com a tecla de atalho shift, você trava as dimensões da forma em um quadrado e círculo perfeito. Caso você queira fazer a forma a partir do centro, use a tecla alt enquanto desenha a seleção.

E os atalhos podem ser concatenados. Use shift+alt para que a forma seja feita a partir do centro e mantenha as proporções. Se você quiser mudar a localização da forma enquanto desenha, use a tecla espaço para movimentar.

Depois de pronta, isto é, quando você solta o clique do mouse, ainda dá para editar. Com qualquer ferramenta de seleção ativa, basta você clicar e arrastar para mover a seleção. Caso faça esse processo com a Move tool ativa, ela recorta a camada selecionada no formato da seleção e movimenta a área cortada.

2- Lasso

As dicas que falei acima podem ser aplicadas em uma variada série de ferramentas, foque no seu objetivo. Todos os atalhos que citei servem para melhorar o fluxo de trabalho com o Photoshop. E aqui na Lasso tool, vou explicar outra série de atalhos que serão úteis em vários outros momentos do Photoshop.

Na Lasso tool, encontramos 3 ferramentas: lasso, polygonal e magnetic. Eu posso resumir essas três ferramentas em: mão livre, geométrico e automático. Isto é, a maneira como cada ferramenta faz a seleção é diferente, e como disse anteriormente, depende muito da sua necessidade, por isso é importante conhecer os diversos meios de selecionar.

A seleção livre é simples de entender, com o clique do mouse segurado, você pode definir onde quer a seleção, e esse processo pode ser somado, subtraído ou interseccionado. Caso a primeira seleção não seja ideal, você pode editá-la, somando (shift), subtraindo (alt) e interseccionando (shift+alt) partes. Esse atalho serve para qualquer ferramenta de seleção, e para entender melhor sobre o uso, o ideal mesmo é praticar.

A polygonal funciona com base em cliques sequenciais, isto é, você gera polígonos com os cliques, que são os pontos, e o Photoshop conecta eles com linhas. Esse tipo de seleção é muito adequada para formas poligonais.

E por fim, a seleção magnética, que eu falei ser automática. Com ela você realiza apenas um clique e o Photoshop interpreta o contraste entre os pixels, fazendo assim a seleção de um modo bem facilitado.

3- Seleções rápidas

É preciso ter muito cuidado com as ferramentas de seleção rápida, pois elas são atraentes do ponto de vista da facilidade, mas sabotadoras do ponto de vista da qualidade. Sempre vamos querer fazer as coisas mais rápido e gastar menos tempo em etapas importantes, mas neste momento é preciso colocar na balança e se perguntar “quanto de qualidade estou abandonando para tornar isso mais rápido?”

Mas agora falando das ferramentas de seleção rápida, neste grupo temos a quick selection e a famosa varinha mágica. As duas são ferramentas incríveis e muito poderosas quando temos alto contraste entre fundo e imagem e também clara distinção dos pixels.

Enquanto na primeira ferramenta as coisas são resolvidas com clique+arrasta, a segunda é tentadora do ponto de vista de resolver a seleção com apenas um clique. Os atalhos que falei anteriormente se aplicam para esses dois casos.

Pen tool

E obviamente, vou falar da minha ferramenta favorita, e na minha opinião, a mais segura para seleção. Quando falamos de Illustrator, essa ferramenta se enquadra para a criação de vetores, mas aqui no Photoshop ela também cria caminhos para seleção.

A dinâmica de uso dela é a mesma de qualquer software de edição vetorial, os cliques definem os nós e o clique+arrasta, as curvas. A pen tool merece um artigo dedicado a ela, pois tem um nível de complexidade e uma série de exercícios que a torna independente.

Conclusão

Quando ensinava Photoshop, entendia que as ferramentas de seleção é o status zero do aprendizado. Antes de qualquer coisa, é essencial compreender as ferramentas de seleção, dado que a grande maioria dos efeitos depende da qualidade da seleção.

Uma boa seleção é naturalmente o diferencial entre um efeito bom e ruim, e nos próximos artigos pretendo trazer alguns efeitos, e se praticou bem todas as ferramentas que falei acima, vai arrasar nas próximas.

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Personagens de Tom Hanks em diversos filmes ilustrados por Anja Shu

Quando o assunto é cinema, qual seu ator favorito?

A ilustradora Anja Shu deixa claro qual é o dela: Tom Hanks.

E para homenagear o artista, ela ilustrou diversos personagens seus, em filmes famosos como Forrest Gump, O Terminal e O Náufrago.

Confira seu excelente trabalho:

Forrest Gump

O Terminal

À Espera de um Milagre

O Náufrago

Splash – Uma Sereia em Minha Vida

Quero Ser Grande

Prenda-me se For Capaz

Sully: O Herói do Rio Hudson

E você, qual seu filme preferido do Tom Hanks? Deixe seu comentário logo abaixo!

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Você sabe o que é Branding? Sabe qual é sua importância?

Branding ou Brand management é a gestão, a criação da marca de uma empresa, assim como seu nome, as imagens ou ideias a ela associadas, incluindo slogans, símbolos, logotipos e outros elementos de identidade visual que a representam ou aos seus produtos e serviços.

Branding também
pode referir-se ao próprio trabalho ou ao conjunto de práticas e técnicas de
construção e consolidação de uma marca no mercado. A construção
de uma marca forte para um produto, uma linha de produtos ou
de serviços é consequência de um relacionamento satisfatório com
o mercado-alvo. Quando esta identificação positiva se torna forte o
bastante, a marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido.

Esse tipo
de serviço é extremamente importante pois é a representação de uma marca de uma
empresa, um aplicativo, uma rede social, é a imagem que vai ficar na mente das
pessoas no momento que elas pensarem no nome da sua criação.

Construir
uma marca que consiga fama na indústria de design significa muito mais do que
apenas fazer uma imagem bem colorida e enfeitada. A estratégia da Marca deve ir
além da publicidade e da comunicação, diferenciando todos os pontos ao fazer
contato com o consumidor.

Os pontos
principais que devem estar presentes na marca, além de seu nome ou de alguma
sigla ou abreviação do mesmo, é o logo, em alguns casos uma frase tema, cores
bem decididas e posicionadas, formato que faça sentido de acordo com o tipo de
mercado na qual a marca será introduzida.

Existem
diversas logotipos até mesmo aqui no Brasil, mercados, lojas, empresas,
igrejas, escolas, parques de diversões, em locais para jogar loterias, cursos, clubes de xadrez e até mesmo sites como
este.

Os
logotipos são uma assinatura institucional, ou seja, são as representações
gráficas de uma marca. Por isso ela geralmente está presente nas peças gráficas
e digitais de uma empresa. Como toda a assinatura, o logotipo segue um padrão
visual que o torna reconhecido.

O termo (a palavra) pode ser usado como o conjunto formado pela representação gráfica do nome de determinada marca, em letras de traçado específico, fixo e característico (como siglas ou letras formando nomes ou até pequenas frases) e seu símbolo visual, o que pode ser entendido como a representação visual de qualquer marca.

Foto: Shutterstock.com

Criar
uma marca, por mais que possa parecer difícil, não é nenhum bicho de 7 cabeças;
confira como fazer uma em poucos passos:

  • Definição do nome: Defina o nome da sua marca, ou negócio.
  • Elaboração do conceito visual: Aqui é onde você trabalha com
    o design, onde você vai decidir como vai moldar a seu logotipo.
  • Criação do símbolo, signo ou ícone: Este passo geralmente é o
    mais complicado pois depende, em sua maioria, da particularidade e dos
    requisitos para montagem da marca.
  • Escolha da fonte: Escolha uma fonte para as letras da logo ou
    para a frase que a acompanha, caso tenha.
  • Composição: É importante estruturar bem a sua marca para que
    ela seja visualmente agradável ao público.
  • Cores: Selecione as cores, diversifique-as bem, mas procure
    não exagerar.

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Yahoo! apresenta seu novo logotipo após 6 anos desde o último redesign

O já não tão famoso assim Yahoo! parece estar em busca de novos ares ao apresentar recentemente seu novo logotipo, junto com uma identidade visual reformulada.

O último redesign da empresa aconteceu em 2013, onde foi bastante criticado pelo design em relevo, considerado já antiquado na época.

A empresa por trás da reformulação é o estúdio de design Pentagram, que explica que a atualização de sua identidade visual captura a personalidade exuberante da marca e a reinventa para o futuro.

O logotipo é baseado na fonte Centra No. 2 Extrabold, onde as letras foram ligeiramente adaptadas para serem mais geométricas e compactas.

O “y” e o “!” do logotipo são definidos em um ângulo de 22,5 graus, uma inclinação para a frente que, segundo o estúdio, sugere uma sensação de impulso e excitação.

A estratégia faz parte da reinvenção da marca, que pretende ajudar os usuários a encontrar uma experiência online mais personalizada.

Confira mais detalhes sobre o logotipo na página de portfólio do estúdio Pentagram.

E aí, você acha que essa estratégia de branding pode ser um novo começo para a marca? Deixe seu comentário!

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Ela transforma fotografias engraçadas de gatos em divertidas ilustrações

Os gatos são seres enigmáticos, mas ao mesmo tempo rendem divertidas e curiosas fotografias, muitas vezes transformadas em memes.

A ilustradora Amelia Rizky sabe muito bem aproveitar o efeito viral que os gatos tem ao transformar essas engraçadas fotografias em criativas ilustrações em aquarela.

Seu perfil no Instagram conta com muitos exemplos hilários.

Confira alguns:

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5 dicas práticas para tirar fotos melhores e sem medo de errar

Já vimos várias dicas básicas para que você consiga tirar o melhor proveito da sua câmera ou celular e estamos chegando no momento em que falaremos um pouco mais sobre composição e outros conceitos essenciais para uma boa fotografia, independente do equipamento.

Mas antes disso, você precisa se sentir seguro o suficiente para criar e explorar suas ideias com a câmera.

Separei essas dicas para que você possa tirar as fotos do jeito que quiser, em diferentes locais, iluminações e equipamentos, sem medo de errar!

Ajuste primeiro o foco, depois a exposição e só depois o enquadramento

Essa sugestão de ordem é para facilitar que você capture todos os momentos sem medo de perder algo muito importante, principalmente quando estamos falando de fotos de natureza ou eventos sociais como um casamento, em que o momento perdido pode não voltar mais.

Claro que o enquadramento é super importante, mas estou sugerindo deixa-lo em terceiro lugar na preparação da câmera porque se você tiver que fazer um corte na imagem no Photoshop, isso é fácil. Arrumar uma exposição levemente desajustada também é possível, mas consertar algo desfocado é praticamente impossível. Por isso, foco no foco!

Balanço de branco poupa retrabalhos e perda de tempo

Como vimos no artigo anterior sobre fotografar em RAW, locais que tem uma grande variação de luz (entre luzes artificiais e natural) o balanço de branco fica meio maluco. Nas situações que a iluminação muda, nossos olhos costumam ter uma adaptação rápida, mas os sensores da câmera não tem a mesma velocidade de adaptação para ajustar o balanço de branco, comumente deixando as imagens azuladas ou amareladas, por exemplo.

Essa mudança é baseada na escala de Kelvin, aquela que mede a temperatura de cor das luzes (luzes quentes ou luzes frias). A câmera normalmente costuma fazer um bom trabalho com isso, por isso é comum deixarmos no automático, mas em situações que a câmera estiver um pouco atrapalhada, faça você mesmo o ajuste de balanço de branco.

A utilização dos cartões branco, cinza 18% e preto (cartões do exemplo acima) são ótimos para essas situações, para “batermos o branco” como popularmente é chamado, já que as cores neles não mentem e nem tem misturas, podendo usar para referência na hora de regular manualmente o balanço.

Lentes maiores normalmente exigem velocidades maiores de captura

Um detalhe que faz diferença, principalmente quando estiver com a câmera na mão (sem estabilizar em um tripé ou outro tipo de apoio), é o tamanho da lente.

Lentes maiores exigem um esforço maior para carregar e posicionar, principalmente pelo seu peso.

Por exemplo, se você estiver usando a tradicional cinquentinha (50mm), já consegue fazer fotos usando a velocidade de 1/50 ou 1/60 sem problemas, já que o peso total da câmera (corpo + lente) estará leve, diminuindo o esforço para ajeitar a foto. Diferente de lentes maiores, como lentes zoom, que podem precisar (mesmo que pouca coisa mais) de uma velocidade maior para manter a imagem nítida.

O problema aqui é a consequência desse ajuste da imagem, porque como vimos desde o primeiro artigo dessa série, quanto maior a velocidade, mais escura fica a imagem, precisando compensar na abertura ou ISO, mas lentes zoom tendem a ter uma abertura de 3.5 ou 4, também dificultando um pouco esse ajuste, sobrando só o ISO.

Mas não se preocupe e nem fique com pé atrás para utilizar lentes maiores, já que toda prática vai caminhando à perfeição e esse problema vai sendo amenizado ao se acostumar com o tamanho e peso dos seus equipamentos.

Tenha pelo menos um tripé portátil em mãos

Ter um tripé sempre fácil é essencial para determinadas fotos e para que você possa usar todo seu potencial criativo sem se preocupar com meras limitações técnicas da câmera.

Mesmo em viagens se sua ideia é tirar fotos de tudo quanto é jeito, um tripé portátil vai te ajudar muito. Existem modelos que cabem em qualquer mochila e não pesam muito na bagagem.

Ok, mas pra que você usaria um tripé em uma viagem? Para não ficar muito extenso aqui, vou deixar alguns exemplos em um próximo artigo 🙂

Flash não serve apenas para lugares escuros

Muita gente acha que só precisa de flash quando existe falta de luz, mas o flash tem uma grande utilidade em diversas situações até mesmo em ambientes externos, com iluminação natural.

Claro que é difícil competir com o sol, mas mesmo assim o flash pode auxiliar em um preenchimento mais amenizado da relação de luz e sombra, principalmente em rostos, quando as áreas escuras ficam muito fortes devido a posição do sol ou sombras de árvores e outro objetos maiores no cenário.

Usar o flash vai te ajudar muito em equilibrar a imagem, entre objeto e plano de fundo. Por exemplo, se você tem uma luz forte, mas muito localizada, ela vai gerar sombras muito marcadas.

Se for um produto, isso pode dar até uma ideia de sujeira, se for um retrato, pode marcar muito as olheiras, rugas, etc. Então o flash entra aqui para tentar preencher essas marcas com um pouco mais de luz.

O flash também tem a propriedade de congelar um movimento, então mesmo que sua velocidade não esteja tão alta, o flash vai ajudar na nitidez. Mas sem abusar no efeito para não gerar imagens artificiais demais (a não ser que seja essa a intenção).

Como disse antes, a ideia não é competir com o sol, já que mesmo o maior flash não teria a potência necessária, além de gerar uma imagem totalmente superexposta. A ideia aqui é só compensar levemente a sombra e manter um volume legal, pois sem ou com pouca sombra, os objetos ficam com a aparência de “chapados” na imagem.

Conclusão

Como viram, o importante é não ter medo de arriscar, estando sempre pronto para qualquer situação. Seja na hora de escolher o enquadramento da foto, optar pela lente certa para cada situação, ter um tripé ou outro tipo de apoio e não ter preconceito com o flash.

Lembrando que todas as fotos que usamos aqui para exemplificar as dicas são cedidas pela iStock.

Aproveite e se cadastre gratuitamente na plataforma para conferir a qualidade das fotografias disponíveis para usar para seus projetos. E se está gostando das dicas e exemplos que estamos trazendo, continue acompanhando os próximos posts.

Até a próxima!

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Momentos icônicos do seriado Chaves ilustrados pelo estúdio Dois de Nós

É inegável que, mesmo após quase 40 anos desde o último episódio exibido, o seriado Chaves continua divertindo muitas pessoas.

Inclusive já falamos por aqui sobre 9 lições sobre design que aprendemos com Chaves, lembra?

Se você, assim como eu, é fã do seriado, com certeza se lembra de momentos icônicos envolvendo seus personagens.

E para eternizar tais momentos, o estúdio Dois de Nós decidiu criar divertidas ilustrações baseadas neles.

Confira, relembre e divirta-se:

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As montagens cheias de significado do designer gráfico Igor Morski

Desde os primórdios a arte é usada como forma de expressão, muitas vezes carregada com tons críticos.

Você já viu exemplos disso por aqui, como no caso das inteligentes ilustrações de Sam Bailey e nas irônicas e criativas ilustrações de Elia Colombo.

Outro artista que também faz isso de modo admirável é o designer gráfico e ilustrador polonês Igor Morski.

Por meio de montagens e manipulações, o designer expressa seus pensamentos críticos. Confira:

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O que é e quando usar o formato RAW ao fotografar?

Seguindo com nossa série de dicas práticas de fotografia, falaremos sobre o formato RAW, um recurso que pode ser um divisor de águas em suas fotos pela flexibilidade que ele vai te dar na hora da edição.

Fotografar ou não fotografar em RAW? Isso é um tema que muitos fotógrafos divergem, seja por questão de equipamento, estética ou velocidade de entrega. Vou falar um pouco sobre esse formato e quem sabe fazer você olhar com bons olhos a utilização desse ótimo recurso.

O que é RAW?

Arquivos RAW são imagens salvas pela sua câmera em sua essência, sem compactações. Sendo assim ela mantém todos os bits de cor da imagem.

A gama de cores varia conforme o sensor da sua câmera, podendo capturar trilhões de cores. Isso da uma diferença monstruosa no resultado final da imagem e em seu nível de detalhes, mas principalmente em suas possibilidades de edição.

Uma imagem capturada com 8 bits (padrão do JPG) dá um total de 256 tons para cada canal de cor.

Então teremos 256 tons de vermelho, 256 tons de verde e 256 tons de azul, quando multiplicados temos um total de total de mais de 16 milhões de cores (considerando tons misturados).

Parece muito, né? Principalmente considerando que nosso olho não consegue ver todas as variações desses tons (ainda não foi possível encontrar um número certo de cores que nosso olho enxerga, mas estudos indicam uma proximidade dos 10 milhões de cores). A diferença está justamente nas cores que não vemos, e é aí que o RAW entra.

Quando usar o RAW?

Arquivos RAW, justamente por não terem compressão gravam muito mais tons, mesmo quando a diferença é de “apenas” 4 ou 6 bits comparados aos bits padrões de um JPG (8 bits). A quantidade de cores por canal da um salto considerável na fidelidade e quantidade das cores chegando a 68 bilhões de cores nos arquivos de 12 bits e 4.3 trilhões de cores nas de 14 bits, isso mesmo, trilhões!

Esse aumento de tons e de faixa dinâmica (faixa dinâmica é basicamente a gama de brilho capturado pelo sensor) ajudam principalmente quando tiramos uma foto que precisará passar por um ajuste na pós-produção, ou quando temos tons que são muito próximos uns dos outros.

Para facilitar, vou mostrar alguns exemplos de fotos que o RAW pode ajudar muito:

Em fotos contra a luz

Ao tirar essa foto em JPG existe um grande problema: ver áreas de sombra que provavelmente ficariam completamente escuras, batendo no valor zero nos 3 canais. Quando isso acontece, não costuma aparecer em apenas um pixel, mas em uma área inteira da região.

A grande diferença de tons entre uma imagem JPG e uma RAW permitirá ajustar as áreas de sombra na imagem para revelar áreas que nossos olhos nem conseguiam ver na imagem original, como detalhes de textura da camiseta e do cabelo da atleta, por exemplo.

Em lugares com balanço de branco instável

A primeira coisa que podemos fazer ao abrir uma foto em RAW no Photoshop é ajustar o balanço de branco de uma maneira simples e rápida, usando o próprio Camera Raw do programa. Isso acaba sendo necessário quando a câmera não conseguiu fazer esse ajuste automaticamente ou, se no manual, você não teve tempo de ajustar.

Lugares que tenham diferentes luzes coloridas e com intensidades diferentes, ou onde mescla luz artificial com natural, tendem a precisar de um ajuste após a foto ser capturada.

Quando precisa ter facilidade em ajustar a nitidez

Fotos em movimento ou com grandes aberturas do diafragma podem gerar efeitos muito legais, mas, sempre com grandes poderes vem grandes responsabilidades, e aqui todo cuidado é pouco para não deixar áreas levemente desfocadas. Mas o RAW pode ajudar nisso.

O fato da imagem não estar compactada quando você captura em RAW te permite utilizar recursos de redução de ruído e ajuste de nitidez que um JPG não é capaz graças ao algorítimo específico para isso que esse formato apresenta ao abri-lo no Photoshop ou Lightroom, por exemplo.

E como isso é um recurso que está em constante melhoria nos programas, provavelmente no futuro você poderá voltar e, com um novo ajuste, ter um resultado melhor ainda no seu trabalho.

Quando é necessário manter o arquivo original para futuras edições

O formato RAW não mantém os ajustes de cor incorporados na imagem, ele cria um segundo arquivo com esses ajustes. Então, se você quiser voltar a imagem original, basta apagar o arquivo que o Photoshop cria na mesma pasta do original.

Isso é bom quando você precisa criar versões diferentes da sua imagem para uma aprovação, por exemplo.

Devo fotografar só em RAW?

A maioria das câmeras DSLR e Mirrorless te dão a opção de fotografar somente em JPG, somente em RAW ou os dois simultaneamente.

Observação: Podemos encontrar extensões de arquivos com os seguintes padrões:

  • .crw ou .cr2 para Canon;
  • .nef ou .nrw para Nikon;
  • .orf para Olympus;
  • .raf para Fuji;
  • .raw ou .rw2 para Panasonic;
  • .arw, .srf ou .sr2 para Sony.

A vantagem de configurar a câmera para salvar nos dois formatos é a praticidade. Já que o RAW permite que você faça algumas alterações com menor perda de qualidade, você poderá ajustar apenas as que precisarão de pós-produção, Nas fotografias que já estiverem boas, apenas apague o arquivo RAW e poupe o trabalho de ter que salva-la em JPG.

Conclusão

Capturar em RAW permite que você mantenha total controle da imagem e faça correções de modo mais fácil com o melhor resultado possível, tanto para amadores como profissionais.

Claro que as desvantagens de grandes tamanho de arquivos e a necessidade da imagem ser processada em programas específicos pode ser um empecilho, mas ainda assim recomendo a utilização desse formato, pelo menos nas situações descritas anteriormente.

Você deve ter percebido a qualidade das fotografias utilizadas nesse artigo.

Provavelmente foram originalmente capturadas em RAW e depois salvas em JPG para serem disponibilizadas na iStock, um banco de imagens que preza muito a qualidade e que novamente cedeu essas imagens para ilustrar essa série.

Que tal experimentar fotografar em RAW agora?

Até a próxima!

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Como o design pode te ajudar a ser mais organizado

Eu acredito que grande parte do meu senso de organização seja fruto da minha forma “designer de pensar”. Minha mãe pode discordar disso, pois ela ainda deve achar que sou desorganizado e caótico, o que as pessoas ao meu redor, com certeza, discordam.

Design e organização, ao meu ver, são estreitamente ligados, pois muito da nossa abordagem para resolver problemas é pautada em afunilar e refinar ideias, e para isso, é necessário um forte senso de organização.

Neste artigo eu vou falar um pouco sobre organização, mas trazendo um viés do design para isso, explicando um princípio básico chamado de cinco cabides, que retirei do livro de design teórico “Universal Principles of Design”, que já nos inicia à cultura da organização.

Por que organizar?

O argumento mais forte para estudarmos organização é quando entendemos que design é lidar com informações. E quando falamos de Design Gráfico, estamos falando em converter informações em um visual atraente, mas antes de qualquer “atraência”, lidar com informações é o primeiro passo.

Uma metodologia muito presente no Design Thinking é o Double Diamond, ou duplo diamante. Ela consiste em um processo de divergência e convergência duplo onde entendemos um problema e apontamos para uma solução mais adequada.

O Double Diamond é dividido em 4 etapas: descoberta, definição, desenvolvimento e entrega.

Posso falar especificamente sobre essas etapas em outro momento, pois o que é interessante que entendamos é como o processo de design tende a se pautar em juntar informações por meio de pesquisa para enfim organizar e depois repetir o processo.

Princípio dos cinco cabides

Esse princípio de nome curioso nos traz cinco maneiras pelas quais podemos organizar e agrupar informações. Obviamente existem outras formas, mas vamos tirar essas cinco como ponto de partida.

De forma prática, organizar informações é útil para designers para o momento de disposição dos itens em tela. Isso fica muito evidente com o Design Gráfico e conversa bastante com o princípio de organização, onde itens similares precisam estar próximos.

1- Categoria

Segundo o livro, categoria se refere à organização por semelhança ou afinidade. Quando organizamos os livros em uma prateleira, por exemplo, a organização pode ser feita a partir desse modelo. Livros de ficção podem ficar juntos assim como os livros de Design ou Empreendedorismo também podem se agrupar entre si.

2- Tempo

Aqui nos referimos à uma organização por ordem cronológica. De maneira bem simples, a escolha por esse modelo de organização nos permite entender as linhas do tempo.

Imagine a organização de um calendário de contas para pagar, por exemplo, em vez de organizar as contas por preço, você pode organizá-las por dia de pagamento, o que facilita uma compreensão rápida e visual.

3- Local

Organizar por local refere-se a organização por referência geográfica ou espacial. A melhor forma de exemplificar isso é por meio de uma lista de compras (talvez eu seja muito dono de casa).

Quando você organiza uma lista de compras, vê as pendências de casa para assim listá-las e quer aproveitar ao máximo o seu tempo no mercado, organizar por referência geográfica pode ser um bom caminho. Cebola, tomate e pimentão, estando próximos na lista, vai ajudar quando chegar na sessão, permitindo pegar todos os itens de uma vez.

4- Ordem alfabética

Organizar por ordem alfabética, normalmente, é utilizado quando existe grande volume de informações.

Claro, todas as formas de organizar deste princípio são possibilidades, as informações que vão direcionar o modelo mais adequado.

5- Contínuo

O último modelo pode ser entendido como organização por magnitude. Quando vemos e-commerces, por exemplo, podemos filtrar a busca por relevância, do maior ao menor preço, mais ao menos vendido. O intuito desse modelo é gerar uma comparação com uma medida comum, algo que segue um percurso linear, contínuo.

Definição de prioridades

Antes de escolher o modelo de organização, entenda qual o objetivo daquela organização. Uma frase que tenho falado muito nos últimos dias é que o design está a favor da informação, e não o contrário. E nesse tópico sobre definição de prioridades eu quero falar justamente sobre isso.

Utilize o Double Diamond para refinar sua pesquisa, convirja conscientemente, isto é, tenha um objetivo bem definido. Definir prioridades é abrir mão de determinadas coisas em prol de outras, mas para isso é preciso conhecer o objetivo que se deseja alcançar.

No exemplo da lista de compras, meu objetivo era ser mais eficiente e não perder muito tempo no mercado. A solução que encontrei para isso foi organizar os itens da lista por proximidade, me ajudando a colocar em lote os itens do carrinho.

Conclusão

Eu sei que é muito bom falar sobre design por meio de Software, mas nos últimos meses tenho sentido que seja insuficiente. Acredito que o design vai muito além disso. Acredito que existem princípios e teorias que fortalecem muito mais a ideia sobre quem é o designer do que um software aberto.

É evidente que sei o valor do software, mas quando falo sobre organização, também trago um aspecto prático do design à vida. E a melhor forma de introspectar o design na vida, além de layouts e logotipos, é inserindo-o na vida das formas mais diversas, como numa lista de compras ou organização de livros.

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