Fotografias ou ilustrações: o que usar em meus projetos de design?

O design gráfico é uma profissão complexa. Ao mesmo tempo que designers tem o objetivo de encantar seus clientes, é preciso também pensar em atingir o público-alvo de forma certeira.

Porém, existe uma pergunta bem curiosa nos projetos de design: é melhor usar fotos ou ilustrações?

Pode ser que ela não aparecesse em sua mente e que a questão fosse solucionada de uma maneira intuitiva, mas ao parar para pensar no assunto, parece que as alternativas são bem próximas e que, portanto, é difícil escolher.

Se isso também fez um nó em sua mente, fique tranquilo, pois nós podemos ajudar! Vamos entender o que está por trás das opções e quais critérios devem ser considerados.

Qual a diferença entre fotografia e ilustração?

Para começo de conversa, vamos a uma definição rápida da diferença entre os termos:

  • Fotografia: tecnicamente, é a arte, aplicação e prática da criação de imagens duráveis através da captura de luz ou de outras formas de radiação eletromagnética, seja de maneira eletrônica ou química. Na prática, são as composições capturadas por uma câmera fotográfica, seja ela digital ou não.
  • Ilustração: uma decoração, interpretação ou explicação visual de um texto, conceito ou processo, feito para integração em mídias como pôsteres, revistas, livros, materiais educativos, jogos e filmes. É uma representação visual que pode ser feita tanto manualmente quanto com o auxílio de softwares de vetorização.

Dificilmente um projeto de design será desenvolvido sem o uso de pelo menos uma dessas alternativas, que expressam, de maneira gráfica e visual, emoções, sentimentos, ideias e conceitos.

Qual é a melhor escolha para seus projetos de design?

Como acontece com uma série de dúvidas no design e na vida, em geral, não há uma resposta definitiva. Neste caso, vai depender muito do que você pretende com aquele projeto e qual é o impacto que ele deve causar.

Nós já abordamos ambos assuntos por aqui – em várias ocasiões, diga-se de passagem. Comentamos sobre dicas para tirar fotografias aproveitando os desfoques e também sobre tipos de ilustrações para utilizar em projetos, ou seja, defendemos avidamente os dois lados da moeda.

É claro que as aplicações podem variar de acordo com cada projeto, já que a criatividade do designer é essencial e não deve ficar aprisionada em um script fechado e imutável, mas, via de regra, fotografias costumam trazer um apelo da realidade, ao passo que ilustrações afloram um lado mais subjetivo e criativo.

Imagine uma empresa que precisa passar uma imagem sólida a respeito de seus serviços, como um fundo de investimentos. Repare que eles costumam usar fotos conceituais, as quais deixam clara a credibilidade daquela companhia.

Quando se deseja ilustrar (com o perdão do trocadilho) situações de maneira literal, as fotografias despontam como opções ideais, com um realce direto na competência e profissionalismo demonstrados pela empresa.

Já quando o assunto é algo mais criativo e inovador, as ilustrações desempenham um papel bem interessante, já que possuem a liberdade necessária para flutuar no campo imaginativo, sem aquele peso a prendê-las no solo da racionalidade.

É possível construir cenários imaginativos, irreais e até mesmo utópicos em projetos de design que se utilizam de ilustrações através de composições criativas, manipuladas e desenvolvidas de acordo com a ideia exata que a empresa precisa passar, ainda que fuja de padrões e costumes.

Portanto, em linhas gerais, temos o seguinte (o que sempre pode mudar, como comentamos previamente):

  • Fotografias são ligadas à realidade. Seu potencial de expressar profissionalismo e solidez é imenso.
  • Ilustrações possibilitam a criação de cenários criativos e imaginativos. As “amarras” da realidade não precisam aparecer aqui, onde há espaço para diversão e liberdade.

É preciso dominar as duas áreas para um bom projeto de design?

Seria bem legal se isso acontecesse. Imagine um designer que é especialista em fotografia e também em ilustrações: isso o colocaria em uma posição privilegiada no mercado e abriria um imenso leque de possibilidades em seus projetos.

Porém, essa é uma situação relativamente rara de acontecer. O design já traz conceitos, técnicas, práticas e procedimentos completos e complexos, que dificilmente são dominados em sua totalidade pelos profissionais.

Tais habilidades podem ser desenvolvidas, é claro. Nós já tratamos por aqui sobre como aprender a desenhar para projetos de design, bem como 5 dicas práticas para tirar as melhores fotografias.

Esses, porém, são conhecimentos que podem ser tidos como introdutórios e que não te colocarão como um especialista na área em questão de pouco tempo, a não ser que você tenha uma predisposição absurda para tal e tenha acabado de descobrir um talento.

Caso esse não seja o caso, fique tranquilo, pois você pode contar com o auxílio de profissionais nas respectivas áreas para abastecer cada projeto de design com o qual se deparar e, assim, poder entregar excelentes resultados.

A iStock tem um banco de imagens com milhões de fotos para as necessidades dos designers, além de um acervo de ilustrações, vetores e gráficos com dezenas de milhares de opções, todas de alta qualidade e apenas a alguns cliques de distância.

Não perca mais tempo: cadastre-se gratuitamente na iStock e tenha as soluções que você precisa, sejam fotografias ou ilustrações. Com isso, basta aplicar seus conhecimentos para poder colocar os melhores projetos de design em prática!

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Esse artista recria logotipos famosos em estilo vintage

O estilo vintage, ou clássico, geralmente com referência entre os anos 20 e 60, vez por outra voltam à tona e caem no gosto de artistas.

É o caso do argentino Santiago Colombo, especialista em lettering, que deu um ar vintage a diversos logotipos de empresas famosas como Burger King, Coca-Cola e Netflix.

Confira:

Burger King

Coca-Cola

Starbucks

Converse

Hot Wheels

Taco Bell

Samsung

Netflix

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Nova embalagem de Docile é premiada em festival internacional

A agência Narita Design & Strategy, especializada em estratégia e identidade visual, foi premiada pelo seu projeto de reposicionamento da marca de doces brasileira Docile no Prêmio Lusófonos de Criatividade, que é sediado em Portugal e dedicado exclusivamente a premiar, homenagear e debater os mercados publicitários e de comunicação dos países de língua oficial portuguesa. No processo de reposicionamento da marca, a agência foi chamada para buscar a concepção de um novo design, que fosse capaz de impulsionar a expansão da empresa, que é familiar e possui mais de 80 anos de história.

O projeto foi desenhado através de um processo que se conectou ao emocional dos consumidores, imergindo em seus interesses e identificando as sensações despertadas por cada produto no momento do consumo, dessa forma foram acessados códigos que traduziram a relação dos consumidores com o universo das guloseimas: surpresa, descoberta e diversão. Esses insights foram imprescindíveis para a construção do novo logotipo da Docile, que teve inspiração na caligrafia dos proprietários, carregando a força, tradição e paixão da família gestora. Já a forma que sustenta o logotipo nasce do caramelo, que deu origem às primeiras balas produzidas, refletindo uma marca dinâmica e em movimento, que traz a alegria e diversão. Nas embalagens, foi adotado um visual icônico e disruptivo, que explora, com grande ênfase, o empoderamento da marca em relação aos grandes players da categoria.

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Mapa de empatia: uma ferramenta para se conectar com o seu público

Empatia é uma das buzzwords que encontramos no mundo do Design e Negócios. Mas além de uma palavra forte com um conceito importante, empatia é uma habilidade primordial para todo ser humano.

No meu artigo sobre design centrado no usuário, eu falo um pouco sobre como a empatia pode ser uma ferramenta de desenvolvimento de projetos.

“Éricles, mas o que é esse mapa de empatia?” Ele é um canva que faz parte da abordagem Design Thinking e ajuda a identificar características emocionais da sua persona. E como toda ferramenta ou canva, pode ser alterado a partir de suas necessidades.

A empatia, diferente da simpatia, é uma relação em que as experiências e vivências do outro são levados em conta. É se colocar no lugar do outro compreendendo seus sentimentos e perspectivas.

“Empatia é o coração do design. Sem a compreensão do que os outros veem, sentem e experimentam, o design é uma tarefa inútil.”
Tim Brown

Divisão do mapa

Eu costumo entender em duas grandes partes, um estímulo passivo e uma ação ativa. O que eu quero dizer com isso?

Cada quadrante do mapa de empatia visa compreender um aspecto da persona tendo em vista uma tarefa.

Quando queremos entender o que essa persona vê e ouve, falamos sobre algo que ela não tem controle, mas faz parte do seu ambiente, mas quando falamos sobre o que ela efetivamente fala e faz, dizemos sobre suas ações.

Preliminares

Antes de qualquer coisa, é importante fazer uma breve descrição sobre quem é sua persona. O que eu costumo colocar é o nome da persona, idade e o que ela faz. Creio que com essas informações seja mais fácil construir o mapa de empatia.

Outra dica muito importante é definir uma tarefa para a persona. Para isso não existe fórmula mágica, cada negócio vai direcionar essa tarefa de uma maneira diferente. Por exemplo, se o seu negócio é uma livraria online, a tarefa da persona pode ser escolher um livro.

1ª etapa: o que vê e o que ouve

Esses dois primeiros quadrantes visam trazer o que acontece no ambiente dessa persona ao se dispor à tarefa. Saber como são os estímulos que o ambiente lhe proporciona serve muito bem para entender do que essa persona comunga ou não e sobre como é o seu meio.

  • O que as pessoas falam para a minha persona?
  • Quais redes sociais ela utiliza?
  • O que acontece diante dos seus olhos?
  • Como são as pessoas da sua rotina?

2ª etapa: o que fala e o que faz

Já esses dois quadrantes falam, efetivamente, sobre ações da persona.

  • Quais assuntos a minha persona fala?
  • Como é a sua vida?
  • O que faz no seu dia-a-dia?

Minha recomendação a todo momento é que você busque intercalar entre o que possui relação com o seu negócio e o que acontece na vida da sua persona além disso. Isso permite compreender gargalos e novas oportunidades.

3ª etapa: dores e desejos

É também conhecida como dores e ganhos, ou também necessidades. Nestes últimos quadrantes você entende melhor sobre os desejos da sua persona e como seu serviço pode favorecer nisso.

Considero essa etapa a mais importante de todo o mapa de empatia, pois apesar das outras perguntas ocorrerem num campo muito complexo de formulação, as questões das dores e desejos são mais objetivas e trazem insumos cruciais.

  • Do que a persona reclama?
  • O que ela quer?
  • Quais os seus sonhos?
  • Qual sua definição de sucesso?

Por que não coloco “o que pensa e o que sente”?

Falei acima que, como um canva ou ferramenta, você pode organizar o mapa de empatia da forma como lhe for mais útil. Depois de conviver com algumas outras ferramentas, acredito que essa etapa do mapa de empatia mais comum, conhecida como “o que pensa e sente”, não nos traz insights tão específicos. E irei justificar isso.

Acredito que com a tarefa concedida no começo de um mapa, não seja interessante generalizar os sentimentos e pensamentos de uma persona, pois em cada momento para a execução dessa tarefa pode haver sentimentos e pensamentos diferentes que a Jornada do usuário (outro canva de User Experience) supre bem mais.

Como fazer essa pesquisa

Existem várias formas de captar os dados para a construção de um mapa de empatia, mas acredito que o principal seja por meio de entrevista.

Mas, como disse, adapte ao que é melhor para o seu negócio. Eu, por exemplo, fiz por meio de enquetes no meu Instagram, o que me forneceu insights muito importantes na construção de novos serviços e temas para publicação.

Atualmente uso o mapa de empatia na parede e sempre consulto quando vou validar um serviço ou um tema a ser abordado.

Conclusão

Se você conseguir introjetar a ideia de uma ferramenta de Design, acredito que meu trabalho aqui foi bem feito. E o que eu quero falar com isso? Quero que entenda não apenas a preencher os dados de um canva pronto, mas alterá-lo à medida que achar necessário.

Quero que entenda que o momento em que ele foi feito foi diferente e as necessidades em que ele surge também podem ter sido diferentes. Pratique essa ideia e com certeza fará de uma ferramenta muito mais que uma ferramenta, uma extensão de possibilidades

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Ele recria logotipos de filmes e séries famosas com muito humor (e referências)

Se você é fã de séries e filmes, com certeza irá curtir o criativo trabalho do designer gráfico e ilustrador Behzad Nohoseini, que já apareceu por aqui com seus divertidos infográficos que ilustram características de diretores de cinema.

Dessa vez, ele decidiu recriar logotipos de filmes e séries famosas de acordo com as características de cada obra.

Consegue captar todas as referências? Então confira:

Game of Thrones

Memento (Amnésia)

Inception (A Origem)

Breaking Bad

The Walking Dead

Stranger Things

Saving Private Ryan (O Resgate do Soldado Ryan)

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Volkswagen revela seu novo logotipo

Em um evento que antecede o famoso Salão do Automóvel de Frankfurt, a Volkswagen revelou sua nova estratégia de branding, incluindo um logotipo remodelado.

O novo logotipo da Volkswagen abandona de vez o modelo tridimensional, apostando em formas mais simples, reduzida a seus elementos essenciais. O objetivo da mudança é buscar a alta flexibilidade, com foco maior para as aplicações digitais.

O rebranding faz parte de uma estratégia da marca para tentar deixar para trás a polêmica do Dieselgate, o escândalo de falsificação testes de emissões de poluentes que envolvia a montadora, e criar uma nova imagem voltada à sustentabilidade.

Um novo tom azul foi adicionado ao logotipo, permitindo variantes de cores adicionais.

As bases estratégicas para o novo design da marca contou com equipes internas da empresa, em um período de nove meses. Um total de 19 equipes internas e 17 agências externas estavam envolvidas no projeto.

Por várias décadas, a Volkswagen usou uma voz masculina para apresentar seus veículos e para fins publicitários. A marca agora pretende adotar uma voz feminina.

A mudança será implementada passo a passo na América do Norte e do Sul, assim como no resto do mundo, a partir do início de 2020.

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Para que serve e como utilizar a compensação de exposição

Na continuação da nossa série sobre dicas práticas para tirar melhores fotografias, vamos explorar um pouco mais a questão da exposição, que é absurdamente importante para que sua foto fique exatamente do jeito que gostaria.

No artigo anterior nós vimos como utilizar o histograma, então esse artigo é uma sequência desse conceito, já que o histograma faz o papel de analisar a exposição da foto, enquanto a compensação realmente altera como a imagem está balanceada em termos de iluminação.

A compensação de exposição é um recurso que utilizamos quando necessário, principalmente quando nossos ajustes manuais não atingiram o objetivo (saiba mais sobre isso lendo o primeiro  artigo dessa série).

Isso não quer dizer que ela é um último recurso, mas sim uma opção sempre válida para repensar a imagem capturada.

Afinal, o que é compensação de exposição?

Seja em câmeras DSLR ou Mirrorless, quando nós estamos falando de equipamentos profissionais ou semi-profissionais, o recurso da compensação de exposição está presente. Ele se baseia na medição de luz capturada pelo fotômetro (aquela linha com tracinhos que pendem mais para um lado ou para o outro conforme a luz da cena).

Abrindo um parêntese, o fotômetro funciona de maneira semelhante ao histograma, mas com menos detalhes, principalmente de contraste, mas é uma análise muito mais rápida de fazer do que ficar analisando os gráficos desse recurso.

Esse reconhecimento menor do contraste acontece principalmente porque o fotômetro vê a imagem apenas em tons de cinza já que sua função é baseada na luz (claro e escuro). Quando você tem na mesma imagem áreas um contraste muito alto, o próprio preto e branco, por exemplo, o fotômetro pode ficar um pouco confuso e acabar deixando suas imagens subexpostas ou superexpostas.

Voltando para a compensação de exposição, outro nome utilizado para ela, como encontramos muito nos controles da câmera, é o EV (Exposure Value) e o ícone para esse botão é o de + – (sinal de mais e sinal de menos).

Quando clicamos nele podemos escolher entre números positivos e negativos, que basicamente vão deixar a imagem mais clara ou escura quando estamos capturando nos modos semiautomáticos.

Mas, por que o controle de EV só funciona nos modos semiautomáticos?

Essa função só serve quando você estiver usando o modo P (prioridade de abertura ou prioridade de velocidade), pois o objetivo desses modos é que a câmera ajuste automaticamente os recursos que você não estiver controlando e esse ajuste vai ser feito sempre para que a imagem mantenha-se iluminada.

Então quando você coloca valores negativos de compensação, por exemplo, você está dizendo que quer propositalmente que a câmera deixe a imagem mais escura, para fazer isso ela aumenta a velocidade, ou diminui a abertura (dependerá do modo que estiver fotografando).

Mas, como a câmera faz esse reconhecimento de luz e sombra? É a partir de um ponto específico ou é uma média geral de toda área capturada? Você escolhe!

Modos de análise do fotômetro

É comum termos pelo menos três modos de medir a luz da área que queremos fotografar:

Geral / Matricial

Ao usar esse modo (provavelmente é o que está na sua câmera agora, caso nunca tenha alterado essa opção) a câmera faz uma leitura completa da imagem e a partir de um tipo de média entre os tons ela ajusta as configurações necessárias para deixar a imagem nessa média.

Esse modo é bom para ambientes com iluminação controlada e mais uniforme, assim as áreas ficarão com um bom contraste dos tons de luminosidade.

A desvantagem desse item acontece quando temos um fundo com luz muito maior ou menor do que o personagem ou objeto a capturar. Como o fundo normalmente vai ocupar mais espaço na medição, a foto tende a ficar prejudicada justamente na área desejada, deixando o objeto principal subexposto ou superexposto.

Central

Como já diz o nome, faz a análise do meio da foto. É comum usar esse modo pois não é difícil de encontrar situações onde o objeto a ser capturado estará no centro da imagem.

Se você quer usar esse modo mas o personagem ou objeto não está no centro da imagem, faça uma pequena gambiarra técnica: posicione o objeto no centro da foto e faça a análise do fotômetro segurando levemente o botão de captura. Após a câmera fazer a análise e configurações necessárias, aí voltamos para o enquadramento correto e tiramos a foto.

É um modo que tem mais controle que o anterior, mas ainda dificulta um pouco o fato de ter um ponto fixo de análise.

Pontual

É o modo que usamos quando queremos que o fotômetro meça uma área específica da imagem. Assim você controla quem que você quer que a câmera mantenha bem iluminado.

É um modo especialmente útil ao trabalhar em ambientes de variação de luz entre os objetos a serem capturados. Sendo assim temos mais controle inclusive para utilizar a compensação.

Algumas câmeras não dão a possibilidade de mudarmos a posição do ponto que fará essa medição, aí temos que usar a técnica anterior (central).

Então, quando usar o EV?

Além da questão já mencionada, de utilizar a compensação apenas nos modos semiautomáticos, existem algumas situações em que é especialmente útil aproveitar desse recurso:

Fundo e objeto com muita diferença de luz

Esse provavelmente é o principal motivo de você utilizar o controle de exposição: quando o seu objeto estiver contra a luz ou se você deseja capturar apenas uma área pequena iluminada e a maior parte da imagem continuará escura. Assim os controles se ajustarão para que a imagem fique do jeito que quiser, mesmo que não seja do jeito que a câmera ache “correto”.

Paisagens diurnas

Fotos de paisagens com um céu limpo e muito iluminado tendem a ficar superexpostas se houver mais algum elemento na cena, pois, se a câmera tentar ajustar a exposição para que aquele objeto fique na média, o céu vai ficar muito claro. Sendo então uma ótima pedida reduzir a compensação de exposição.

Câmeras que tendem a deixar as fotos subexpostas ou superexpostas

Muitas câmeras tem em sua regulagem automática a tendência de ficar um pouco mais claras ou escuras do que gostaria. Caso não seja sua intenção utilizar os controles completamente manuais, a melhor opção é aumentar um pouco a exposição.

Objetos pequenos em movimento

Pequenos animais como insetos e pássaros se movem rápido, fazendo com que muitas vezes saiam do plano em que você estava tentando focar quando utiliza uma abertura muito grande. Então se você optar por usar o modo de prioridade de abertura, você consegue deixar uma abertura menor (o número f/ maior). Mas aí nesse caso a câmera tenta compensar essa diminuição de entrada de luz diminuindo a velocidade, causando imagens borradas.

Nesse caso é mais fácil compensar a exposição negativamente, assim a câmera vai aumentar a velocidade necessária para chegar naquela configuração, causando uma imagem propositalmente mais escura. Isso poderia ser um problema, mas como você vai tirar essa foto em RAW ainda da para salva-la na pós-produção.

Conclusão

Viram que esse botão não tem segredo, principalmente porque ele vem para ajudar modos que não são os modos completamente manuais. Então ele poderá ajudar muito que você chegue nos resultados que deseja de maneira rápida.

Se gostaram das fotos, lembrem de visitar o iStock para muitas outras, pois assim como nos artigos anteriores dessa série, usamos as fotos deles para ilustrar as explicações.

Até a próxima!

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Conheça o PixelHopp e ganhe até R$255 em crédito nos conteúdos digitais

Em breve teremos o lançamento do PixelHopp, o primeiro site brasileiro de venda de assets de design internacional como fontes, templates, mockups, trilhas, soundFX e muito mais!

Uma das vantagens de comprar assets do PixelHopp é o fato de não precisarmos nos preocupar com a cotação do dólar, já que os valores serão cobrados em real.

Como forma de promoção e divulgação, o PixelHopp está disponibilizando R$255 em créditos para as pessoas que fizerem seus pré-cadastros e divulgarem para seus amigos.

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Como criar incríveis paletas de cores à partir de fotos

A utilização de cores específicas em qualquer projeto, seja ele virtual ou físico, merece uma atenção especial, pois elas têm grande influência sobre o resultado final da peça.

Você conferiu anteriormente paletas de cores inspiradoras baseadas em lindas paisagens, provando que a natureza é uma incrível fonte de inspiração para nós, designers.

Então, como criar paletas de cores à partir de fotos?

O processo é mais simples do que você imagina. O grande segredo está na escolha correta das imagens.

Para esse exemplo, utilizei 5 imagens escolhidas na iStock. As imagens são essas:

Como criar paletas de cores à partir das imagens escolhidas?

O primeiro passo é escolher um site que faça isso.

Eu testei três: o Palette Generator, o Color Pallete FX e o Canva. Cada um dos exemplos tem seus prós e contras, recomendo que teste todos e escolha o melhor na sua opinião.

Para o exemplo das imagens desse post, utilizei o Canva:

A interface é bem básica e intuitiva. Clicando no botão Upload an image ou simplesmente arrastando e soltando o arquivo para lá você poderá subir a imagem que deseja criar a paleta de cores.

Depois do upload, a paleta será criada automaticamente. O site irá calcular as cinco cores dominantes na imagem e criará a paleta logo abaixo. O código hexadecimal aparecerá junto ao nome de cada cor, como mostra a imagem.

O processo é bem semelhante nos outros sites citados, com a diferença que o Color Palette FX também mostra os códigos RGB e HSL de cada cor, além de mostrar cores complementares e tríades de cada cor da paleta e o Palette Generator permite alterar o número de cores da paleta (de duas a dez opções) além de permitir subir várias imagens ao mesmo tempo e dar a opção de selecionar apenas uma área de imagem para criar a paleta.

Dessa forma, você poderá criar incríveis paletas de cores à partir de imagens diversas.

Confira como ficaram as paletas personalizadas das imagens escolhidas na iStock para esse exemplo:

Viu? Não é nada complicado criar paletas de cores utilizando fotografias como referência. Basta você escolher bem a imagem de acordo com o contexto do seu projeto para descobrir belas combinações de cores.

Além de um divertido exercício, é também algo muito útil para todos os profissionais criativos. Experimente!

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O que todo designer precisa saber sobre grids

Grid é um assunto que sou apaixonado, tão certo disso que sempre estou publicando vídeos explicando segredos diferentes sobre grids aplicados ao Illustrator. Talvez pelo meu lado mais matemático, talvez pelo meu lado mais detalhista e metodológico. De qualquer forma, é inegável que “grid” é um tema que atrai muito a atenção de muitos designers no começo da carreira.

Neste artigo eu quero falar sobre a anatomia dos grids modulares, e falo especificamente de modulares porque são o tipo de grids em que mais fica notável as partes que quero explicar. Grids modulares, como o próprio nome diz, são grids divididos em módulos. Isto é, pequenas unidades fruto da intersecção de linhas e colunas (explicarei esses termos mais a frente).

Antes disso, quero te trazer alguns pontos sobre o porquê de utilizar grids, e até o final deste artigo tenho certeza de que você ficará convencido (se você ainda não está).

Por que usar grids?

Grids são recursos, ferramentas, que estão a favor do designer, não o contrário. O erro que muita gente comete é ver os grids como determinantes em um layout. Mas deixando claro, os grids servem ao design, não o contrário.

Quando utilizamos grids é porque estamos em busca de encontrar dois aspectos, na minha opinião, fundamentais para se utilizar grids: consistência e organização.

Consistência

Imagine que você esteja responsável por criar uma identidade visual que tem inclusa papelaria, panfletos, cartazes e banners. Nós sabemos que além dos recursos que corroboram com a consistência visual, como os princípios básicos, cor e tipografia, os grids, ou melhor, a posição dos elementos, também faz seu papel em dar uma pista visual para o leitor.

Agora, imagine que está lidando com um site. Este site precisa ser responsivo ou adaptativo, isto é, precisa funcionar nas diversas telas, tanto de desktop como mobile. Para conseguir trabalhar com as novas posições (em colunas) de cada elemento, você pode se basear em um grid. Os grids asseguram consistência visual em todo a solução de Design visual.

Organização

A forma como organizamos elementos em um espaço diz sobre consistência também. Mas falando especificamente de organização, tenho que falar que nós seres humanos somos seres organizacionais, sempre tentamos compreender padrões e dar ordem às coisas.

Caso seja a proposta do projeto, utilize os grids para ordenar os elementos, criando guias que facilitem a leitura e tragam bem-estar sobre a posição dos elementos para o seu leitor.

Grids e criatividade

Em algumas discussões, alguns designers dizem que grids atrapalham a criatividade, mas acredito que isso seja apenas uma confusão entre Arte e Design.

É preciso existir limites para que o Design seja feito, sem limites não há especificação, e sem especificação não há projeto, e sem projeto não há solução de problema.

Os grids não vêm com o objetivo de sufocar seu layout, mas de gerar possibilidades na sua estrutura em vista de proporcionar uma maior versatilidade. Por isso eu sou adepto a um fluxo em que não há dúvidas da utilidade dos grids. Primeiro posiciono todos os elementos onde estes devem estar (mais ou menos) para enfim utilizar os grids e fazer com que o todo tenha coerência visual.

Anatomia dos Grids

E para falar de anatomia, precisamos entender que nem todo layout vai contar com todas as partes a seguir, mas é necessária a compreensão delas para saber quando utilizar.

1- Margem

É uma região nos cantos do espaço que proporcionam ao leitor um respiro visual. Quanto maior a margem, maior o respiro visual que os grids podem proporcionar.

Em casos de materiais impressos, a margem é recomendada por conta do fechamento de arquivos para impressão, evitando a perda de informações importantes no corte.

2- Colunas

As colunas são seções verticais. Não confunda as retas com os espaços, coluna é o espaço gerado por duas retas. E as colunas, no grid modular, nos ajudam a posicionar objetos horizontalmente.

3- Linhas

Essas são seções horizontais que ajudam a posicionar objetos verticalmente. Tem a mesma ideia das colunas, pois são espaços gerados por retas horizontais.

4- Módulos

Os módulos são as unidades fundamentais dos grids modulares. O encontro de colunas e linhas formam espaços que são chamados módulos, comumente usados como unidade de medida de um layout. Por exemplo: “Esta foto ocupa 6 módulos em linha”.

5- Gutter

São os espaços que separam linhas e colunas. Eles existem para diminuir a tensão visual em um layout, pois dão espaço para que novas coisas aconteçam.

Conclusão

O assunto grid, apesar de muito interessante também é um tanto polêmico. Há discussões muito interessantes quanto à sua utilização, e o mais importante, sobre sua má utilização. Algumas pessoas evitam utilizar com medo de sufocar seu layout, outras por acreditar não ter domínio e alguns utilizam apenas no final de um projeto porque acham que grids são justificações.

Na minha opinião, à medida que estiver alinhado com o seu estilo, use. Caso contrário, não use.

Mas tenha total consciência sobre benefícios que deixará de lado ao não utilizar. E, acima de tudo, tenha consciência de que um grid não salva um layout mal feito, mas com certeza aprimora um layout bem feito.

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