Mapa de empatia: uma ferramenta para se conectar com o seu público

Empatia é uma das buzzwords que encontramos no mundo do Design e Negócios. Mas além de uma palavra forte com um conceito importante, empatia é uma habilidade primordial para todo ser humano.

No meu artigo sobre design centrado no usuário, eu falo um pouco sobre como a empatia pode ser uma ferramenta de desenvolvimento de projetos.

“Éricles, mas o que é esse mapa de empatia?” Ele é um canva que faz parte da abordagem Design Thinking e ajuda a identificar características emocionais da sua persona. E como toda ferramenta ou canva, pode ser alterado a partir de suas necessidades.

A empatia, diferente da simpatia, é uma relação em que as experiências e vivências do outro são levados em conta. É se colocar no lugar do outro compreendendo seus sentimentos e perspectivas.

“Empatia é o coração do design. Sem a compreensão do que os outros veem, sentem e experimentam, o design é uma tarefa inútil.”
Tim Brown

Divisão do mapa

Eu costumo entender em duas grandes partes, um estímulo passivo e uma ação ativa. O que eu quero dizer com isso?

Cada quadrante do mapa de empatia visa compreender um aspecto da persona tendo em vista uma tarefa.

Quando queremos entender o que essa persona vê e ouve, falamos sobre algo que ela não tem controle, mas faz parte do seu ambiente, mas quando falamos sobre o que ela efetivamente fala e faz, dizemos sobre suas ações.

Preliminares

Antes de qualquer coisa, é importante fazer uma breve descrição sobre quem é sua persona. O que eu costumo colocar é o nome da persona, idade e o que ela faz. Creio que com essas informações seja mais fácil construir o mapa de empatia.

Outra dica muito importante é definir uma tarefa para a persona. Para isso não existe fórmula mágica, cada negócio vai direcionar essa tarefa de uma maneira diferente. Por exemplo, se o seu negócio é uma livraria online, a tarefa da persona pode ser escolher um livro.

1ª etapa: o que vê e o que ouve

Esses dois primeiros quadrantes visam trazer o que acontece no ambiente dessa persona ao se dispor à tarefa. Saber como são os estímulos que o ambiente lhe proporciona serve muito bem para entender do que essa persona comunga ou não e sobre como é o seu meio.

  • O que as pessoas falam para a minha persona?
  • Quais redes sociais ela utiliza?
  • O que acontece diante dos seus olhos?
  • Como são as pessoas da sua rotina?

2ª etapa: o que fala e o que faz

Já esses dois quadrantes falam, efetivamente, sobre ações da persona.

  • Quais assuntos a minha persona fala?
  • Como é a sua vida?
  • O que faz no seu dia-a-dia?

Minha recomendação a todo momento é que você busque intercalar entre o que possui relação com o seu negócio e o que acontece na vida da sua persona além disso. Isso permite compreender gargalos e novas oportunidades.

3ª etapa: dores e desejos

É também conhecida como dores e ganhos, ou também necessidades. Nestes últimos quadrantes você entende melhor sobre os desejos da sua persona e como seu serviço pode favorecer nisso.

Considero essa etapa a mais importante de todo o mapa de empatia, pois apesar das outras perguntas ocorrerem num campo muito complexo de formulação, as questões das dores e desejos são mais objetivas e trazem insumos cruciais.

  • Do que a persona reclama?
  • O que ela quer?
  • Quais os seus sonhos?
  • Qual sua definição de sucesso?

Por que não coloco “o que pensa e o que sente”?

Falei acima que, como um canva ou ferramenta, você pode organizar o mapa de empatia da forma como lhe for mais útil. Depois de conviver com algumas outras ferramentas, acredito que essa etapa do mapa de empatia mais comum, conhecida como “o que pensa e sente”, não nos traz insights tão específicos. E irei justificar isso.

Acredito que com a tarefa concedida no começo de um mapa, não seja interessante generalizar os sentimentos e pensamentos de uma persona, pois em cada momento para a execução dessa tarefa pode haver sentimentos e pensamentos diferentes que a Jornada do usuário (outro canva de User Experience) supre bem mais.

Como fazer essa pesquisa

Existem várias formas de captar os dados para a construção de um mapa de empatia, mas acredito que o principal seja por meio de entrevista.

Mas, como disse, adapte ao que é melhor para o seu negócio. Eu, por exemplo, fiz por meio de enquetes no meu Instagram, o que me forneceu insights muito importantes na construção de novos serviços e temas para publicação.

Atualmente uso o mapa de empatia na parede e sempre consulto quando vou validar um serviço ou um tema a ser abordado.

Conclusão

Se você conseguir introjetar a ideia de uma ferramenta de Design, acredito que meu trabalho aqui foi bem feito. E o que eu quero falar com isso? Quero que entenda não apenas a preencher os dados de um canva pronto, mas alterá-lo à medida que achar necessário.

Quero que entenda que o momento em que ele foi feito foi diferente e as necessidades em que ele surge também podem ter sido diferentes. Pratique essa ideia e com certeza fará de uma ferramenta muito mais que uma ferramenta, uma extensão de possibilidades

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Ele recria logotipos de filmes e séries famosas com muito humor (e referências)

Se você é fã de séries e filmes, com certeza irá curtir o criativo trabalho do designer gráfico e ilustrador Behzad Nohoseini, que já apareceu por aqui com seus divertidos infográficos que ilustram características de diretores de cinema.

Dessa vez, ele decidiu recriar logotipos de filmes e séries famosas de acordo com as características de cada obra.

Consegue captar todas as referências? Então confira:

Game of Thrones

Memento (Amnésia)

Inception (A Origem)

Breaking Bad

The Walking Dead

Stranger Things

Saving Private Ryan (O Resgate do Soldado Ryan)

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Volkswagen revela seu novo logotipo

Em um evento que antecede o famoso Salão do Automóvel de Frankfurt, a Volkswagen revelou sua nova estratégia de branding, incluindo um logotipo remodelado.

O novo logotipo da Volkswagen abandona de vez o modelo tridimensional, apostando em formas mais simples, reduzida a seus elementos essenciais. O objetivo da mudança é buscar a alta flexibilidade, com foco maior para as aplicações digitais.

O rebranding faz parte de uma estratégia da marca para tentar deixar para trás a polêmica do Dieselgate, o escândalo de falsificação testes de emissões de poluentes que envolvia a montadora, e criar uma nova imagem voltada à sustentabilidade.

Um novo tom azul foi adicionado ao logotipo, permitindo variantes de cores adicionais.

As bases estratégicas para o novo design da marca contou com equipes internas da empresa, em um período de nove meses. Um total de 19 equipes internas e 17 agências externas estavam envolvidas no projeto.

Por várias décadas, a Volkswagen usou uma voz masculina para apresentar seus veículos e para fins publicitários. A marca agora pretende adotar uma voz feminina.

A mudança será implementada passo a passo na América do Norte e do Sul, assim como no resto do mundo, a partir do início de 2020.

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Para que serve e como utilizar a compensação de exposição

Na continuação da nossa série sobre dicas práticas para tirar melhores fotografias, vamos explorar um pouco mais a questão da exposição, que é absurdamente importante para que sua foto fique exatamente do jeito que gostaria.

No artigo anterior nós vimos como utilizar o histograma, então esse artigo é uma sequência desse conceito, já que o histograma faz o papel de analisar a exposição da foto, enquanto a compensação realmente altera como a imagem está balanceada em termos de iluminação.

A compensação de exposição é um recurso que utilizamos quando necessário, principalmente quando nossos ajustes manuais não atingiram o objetivo (saiba mais sobre isso lendo o primeiro  artigo dessa série).

Isso não quer dizer que ela é um último recurso, mas sim uma opção sempre válida para repensar a imagem capturada.

Afinal, o que é compensação de exposição?

Seja em câmeras DSLR ou Mirrorless, quando nós estamos falando de equipamentos profissionais ou semi-profissionais, o recurso da compensação de exposição está presente. Ele se baseia na medição de luz capturada pelo fotômetro (aquela linha com tracinhos que pendem mais para um lado ou para o outro conforme a luz da cena).

Abrindo um parêntese, o fotômetro funciona de maneira semelhante ao histograma, mas com menos detalhes, principalmente de contraste, mas é uma análise muito mais rápida de fazer do que ficar analisando os gráficos desse recurso.

Esse reconhecimento menor do contraste acontece principalmente porque o fotômetro vê a imagem apenas em tons de cinza já que sua função é baseada na luz (claro e escuro). Quando você tem na mesma imagem áreas um contraste muito alto, o próprio preto e branco, por exemplo, o fotômetro pode ficar um pouco confuso e acabar deixando suas imagens subexpostas ou superexpostas.

Voltando para a compensação de exposição, outro nome utilizado para ela, como encontramos muito nos controles da câmera, é o EV (Exposure Value) e o ícone para esse botão é o de + – (sinal de mais e sinal de menos).

Quando clicamos nele podemos escolher entre números positivos e negativos, que basicamente vão deixar a imagem mais clara ou escura quando estamos capturando nos modos semiautomáticos.

Mas, por que o controle de EV só funciona nos modos semiautomáticos?

Essa função só serve quando você estiver usando o modo P (prioridade de abertura ou prioridade de velocidade), pois o objetivo desses modos é que a câmera ajuste automaticamente os recursos que você não estiver controlando e esse ajuste vai ser feito sempre para que a imagem mantenha-se iluminada.

Então quando você coloca valores negativos de compensação, por exemplo, você está dizendo que quer propositalmente que a câmera deixe a imagem mais escura, para fazer isso ela aumenta a velocidade, ou diminui a abertura (dependerá do modo que estiver fotografando).

Mas, como a câmera faz esse reconhecimento de luz e sombra? É a partir de um ponto específico ou é uma média geral de toda área capturada? Você escolhe!

Modos de análise do fotômetro

É comum termos pelo menos três modos de medir a luz da área que queremos fotografar:

Geral / Matricial

Ao usar esse modo (provavelmente é o que está na sua câmera agora, caso nunca tenha alterado essa opção) a câmera faz uma leitura completa da imagem e a partir de um tipo de média entre os tons ela ajusta as configurações necessárias para deixar a imagem nessa média.

Esse modo é bom para ambientes com iluminação controlada e mais uniforme, assim as áreas ficarão com um bom contraste dos tons de luminosidade.

A desvantagem desse item acontece quando temos um fundo com luz muito maior ou menor do que o personagem ou objeto a capturar. Como o fundo normalmente vai ocupar mais espaço na medição, a foto tende a ficar prejudicada justamente na área desejada, deixando o objeto principal subexposto ou superexposto.

Central

Como já diz o nome, faz a análise do meio da foto. É comum usar esse modo pois não é difícil de encontrar situações onde o objeto a ser capturado estará no centro da imagem.

Se você quer usar esse modo mas o personagem ou objeto não está no centro da imagem, faça uma pequena gambiarra técnica: posicione o objeto no centro da foto e faça a análise do fotômetro segurando levemente o botão de captura. Após a câmera fazer a análise e configurações necessárias, aí voltamos para o enquadramento correto e tiramos a foto.

É um modo que tem mais controle que o anterior, mas ainda dificulta um pouco o fato de ter um ponto fixo de análise.

Pontual

É o modo que usamos quando queremos que o fotômetro meça uma área específica da imagem. Assim você controla quem que você quer que a câmera mantenha bem iluminado.

É um modo especialmente útil ao trabalhar em ambientes de variação de luz entre os objetos a serem capturados. Sendo assim temos mais controle inclusive para utilizar a compensação.

Algumas câmeras não dão a possibilidade de mudarmos a posição do ponto que fará essa medição, aí temos que usar a técnica anterior (central).

Então, quando usar o EV?

Além da questão já mencionada, de utilizar a compensação apenas nos modos semiautomáticos, existem algumas situações em que é especialmente útil aproveitar desse recurso:

Fundo e objeto com muita diferença de luz

Esse provavelmente é o principal motivo de você utilizar o controle de exposição: quando o seu objeto estiver contra a luz ou se você deseja capturar apenas uma área pequena iluminada e a maior parte da imagem continuará escura. Assim os controles se ajustarão para que a imagem fique do jeito que quiser, mesmo que não seja do jeito que a câmera ache “correto”.

Paisagens diurnas

Fotos de paisagens com um céu limpo e muito iluminado tendem a ficar superexpostas se houver mais algum elemento na cena, pois, se a câmera tentar ajustar a exposição para que aquele objeto fique na média, o céu vai ficar muito claro. Sendo então uma ótima pedida reduzir a compensação de exposição.

Câmeras que tendem a deixar as fotos subexpostas ou superexpostas

Muitas câmeras tem em sua regulagem automática a tendência de ficar um pouco mais claras ou escuras do que gostaria. Caso não seja sua intenção utilizar os controles completamente manuais, a melhor opção é aumentar um pouco a exposição.

Objetos pequenos em movimento

Pequenos animais como insetos e pássaros se movem rápido, fazendo com que muitas vezes saiam do plano em que você estava tentando focar quando utiliza uma abertura muito grande. Então se você optar por usar o modo de prioridade de abertura, você consegue deixar uma abertura menor (o número f/ maior). Mas aí nesse caso a câmera tenta compensar essa diminuição de entrada de luz diminuindo a velocidade, causando imagens borradas.

Nesse caso é mais fácil compensar a exposição negativamente, assim a câmera vai aumentar a velocidade necessária para chegar naquela configuração, causando uma imagem propositalmente mais escura. Isso poderia ser um problema, mas como você vai tirar essa foto em RAW ainda da para salva-la na pós-produção.

Conclusão

Viram que esse botão não tem segredo, principalmente porque ele vem para ajudar modos que não são os modos completamente manuais. Então ele poderá ajudar muito que você chegue nos resultados que deseja de maneira rápida.

Se gostaram das fotos, lembrem de visitar o iStock para muitas outras, pois assim como nos artigos anteriores dessa série, usamos as fotos deles para ilustrar as explicações.

Até a próxima!

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Conheça o PixelHopp e ganhe até R$255 em crédito nos conteúdos digitais

Em breve teremos o lançamento do PixelHopp, o primeiro site brasileiro de venda de assets de design internacional como fontes, templates, mockups, trilhas, soundFX e muito mais!

Uma das vantagens de comprar assets do PixelHopp é o fato de não precisarmos nos preocupar com a cotação do dólar, já que os valores serão cobrados em real.

Como forma de promoção e divulgação, o PixelHopp está disponibilizando R$255 em créditos para as pessoas que fizerem seus pré-cadastros e divulgarem para seus amigos.

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Como criar incríveis paletas de cores à partir de fotos

A utilização de cores específicas em qualquer projeto, seja ele virtual ou físico, merece uma atenção especial, pois elas têm grande influência sobre o resultado final da peça.

Você conferiu anteriormente paletas de cores inspiradoras baseadas em lindas paisagens, provando que a natureza é uma incrível fonte de inspiração para nós, designers.

Então, como criar paletas de cores à partir de fotos?

O processo é mais simples do que você imagina. O grande segredo está na escolha correta das imagens.

Para esse exemplo, utilizei 5 imagens escolhidas na iStock. As imagens são essas:

Como criar paletas de cores à partir das imagens escolhidas?

O primeiro passo é escolher um site que faça isso.

Eu testei três: o Palette Generator, o Color Pallete FX e o Canva. Cada um dos exemplos tem seus prós e contras, recomendo que teste todos e escolha o melhor na sua opinião.

Para o exemplo das imagens desse post, utilizei o Canva:

A interface é bem básica e intuitiva. Clicando no botão Upload an image ou simplesmente arrastando e soltando o arquivo para lá você poderá subir a imagem que deseja criar a paleta de cores.

Depois do upload, a paleta será criada automaticamente. O site irá calcular as cinco cores dominantes na imagem e criará a paleta logo abaixo. O código hexadecimal aparecerá junto ao nome de cada cor, como mostra a imagem.

O processo é bem semelhante nos outros sites citados, com a diferença que o Color Palette FX também mostra os códigos RGB e HSL de cada cor, além de mostrar cores complementares e tríades de cada cor da paleta e o Palette Generator permite alterar o número de cores da paleta (de duas a dez opções) além de permitir subir várias imagens ao mesmo tempo e dar a opção de selecionar apenas uma área de imagem para criar a paleta.

Dessa forma, você poderá criar incríveis paletas de cores à partir de imagens diversas.

Confira como ficaram as paletas personalizadas das imagens escolhidas na iStock para esse exemplo:

Viu? Não é nada complicado criar paletas de cores utilizando fotografias como referência. Basta você escolher bem a imagem de acordo com o contexto do seu projeto para descobrir belas combinações de cores.

Além de um divertido exercício, é também algo muito útil para todos os profissionais criativos. Experimente!

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O que todo designer precisa saber sobre grids

Grid é um assunto que sou apaixonado, tão certo disso que sempre estou publicando vídeos explicando segredos diferentes sobre grids aplicados ao Illustrator. Talvez pelo meu lado mais matemático, talvez pelo meu lado mais detalhista e metodológico. De qualquer forma, é inegável que “grid” é um tema que atrai muito a atenção de muitos designers no começo da carreira.

Neste artigo eu quero falar sobre a anatomia dos grids modulares, e falo especificamente de modulares porque são o tipo de grids em que mais fica notável as partes que quero explicar. Grids modulares, como o próprio nome diz, são grids divididos em módulos. Isto é, pequenas unidades fruto da intersecção de linhas e colunas (explicarei esses termos mais a frente).

Antes disso, quero te trazer alguns pontos sobre o porquê de utilizar grids, e até o final deste artigo tenho certeza de que você ficará convencido (se você ainda não está).

Por que usar grids?

Grids são recursos, ferramentas, que estão a favor do designer, não o contrário. O erro que muita gente comete é ver os grids como determinantes em um layout. Mas deixando claro, os grids servem ao design, não o contrário.

Quando utilizamos grids é porque estamos em busca de encontrar dois aspectos, na minha opinião, fundamentais para se utilizar grids: consistência e organização.

Consistência

Imagine que você esteja responsável por criar uma identidade visual que tem inclusa papelaria, panfletos, cartazes e banners. Nós sabemos que além dos recursos que corroboram com a consistência visual, como os princípios básicos, cor e tipografia, os grids, ou melhor, a posição dos elementos, também faz seu papel em dar uma pista visual para o leitor.

Agora, imagine que está lidando com um site. Este site precisa ser responsivo ou adaptativo, isto é, precisa funcionar nas diversas telas, tanto de desktop como mobile. Para conseguir trabalhar com as novas posições (em colunas) de cada elemento, você pode se basear em um grid. Os grids asseguram consistência visual em todo a solução de Design visual.

Organização

A forma como organizamos elementos em um espaço diz sobre consistência também. Mas falando especificamente de organização, tenho que falar que nós seres humanos somos seres organizacionais, sempre tentamos compreender padrões e dar ordem às coisas.

Caso seja a proposta do projeto, utilize os grids para ordenar os elementos, criando guias que facilitem a leitura e tragam bem-estar sobre a posição dos elementos para o seu leitor.

Grids e criatividade

Em algumas discussões, alguns designers dizem que grids atrapalham a criatividade, mas acredito que isso seja apenas uma confusão entre Arte e Design.

É preciso existir limites para que o Design seja feito, sem limites não há especificação, e sem especificação não há projeto, e sem projeto não há solução de problema.

Os grids não vêm com o objetivo de sufocar seu layout, mas de gerar possibilidades na sua estrutura em vista de proporcionar uma maior versatilidade. Por isso eu sou adepto a um fluxo em que não há dúvidas da utilidade dos grids. Primeiro posiciono todos os elementos onde estes devem estar (mais ou menos) para enfim utilizar os grids e fazer com que o todo tenha coerência visual.

Anatomia dos Grids

E para falar de anatomia, precisamos entender que nem todo layout vai contar com todas as partes a seguir, mas é necessária a compreensão delas para saber quando utilizar.

1- Margem

É uma região nos cantos do espaço que proporcionam ao leitor um respiro visual. Quanto maior a margem, maior o respiro visual que os grids podem proporcionar.

Em casos de materiais impressos, a margem é recomendada por conta do fechamento de arquivos para impressão, evitando a perda de informações importantes no corte.

2- Colunas

As colunas são seções verticais. Não confunda as retas com os espaços, coluna é o espaço gerado por duas retas. E as colunas, no grid modular, nos ajudam a posicionar objetos horizontalmente.

3- Linhas

Essas são seções horizontais que ajudam a posicionar objetos verticalmente. Tem a mesma ideia das colunas, pois são espaços gerados por retas horizontais.

4- Módulos

Os módulos são as unidades fundamentais dos grids modulares. O encontro de colunas e linhas formam espaços que são chamados módulos, comumente usados como unidade de medida de um layout. Por exemplo: “Esta foto ocupa 6 módulos em linha”.

5- Gutter

São os espaços que separam linhas e colunas. Eles existem para diminuir a tensão visual em um layout, pois dão espaço para que novas coisas aconteçam.

Conclusão

O assunto grid, apesar de muito interessante também é um tanto polêmico. Há discussões muito interessantes quanto à sua utilização, e o mais importante, sobre sua má utilização. Algumas pessoas evitam utilizar com medo de sufocar seu layout, outras por acreditar não ter domínio e alguns utilizam apenas no final de um projeto porque acham que grids são justificações.

Na minha opinião, à medida que estiver alinhado com o seu estilo, use. Caso contrário, não use.

Mas tenha total consciência sobre benefícios que deixará de lado ao não utilizar. E, acima de tudo, tenha consciência de que um grid não salva um layout mal feito, mas com certeza aprimora um layout bem feito.

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Para que serve e como utilizar o histograma na hora de tirar uma foto

Dando sequência a nossa série de dicas de fotografia, quero apresentar mais uma dica prática e técnica: o que é e como utilizar o histograma na câmera.

O histograma é uma ferramenta muito útil e que nos ajuda a encontrar o equilíbrio perfeito entre luz e sombra na nossa imagem, quando esse for o objetivo.

Falando nisso, será que sempre é necessário que nossa imagem tenha a iluminação balanceada de modo que todas as partes da foto sejam visíveis e nítidas? Nem sempre!

Assim como vimos no artigo anterior, em que por vezes o desfoque é uma questão de estilo a ser adotada conforme o seu objetivo, deixar imagens propositalmente subexpostas ou superexpostas também pode ser uma escolha estética.

Para representar isso, separamos algumas imagens para mostrar os 3 tipos de exposições demonstradas pelo histograma quando ele for utilizado.

Mas antes disso…

O que é um histograma?

O histograma é um recurso em forma de gráfico que se divide normalmente na horizontal, onde vemos em sua extensão X (horizontal) valores de 0 a 255, que representam os tons, do preto ao branco. Quanto mais próximo da esquerda, representado pelo valor 0, mais tons escuros (sombras) você terá na imagem. Consequentemente, quanto mais próximo o seu gráfico estiver da direita, 255, mais áreas claras (realces) estão sendo visualizadas.

Quanto mais alto o gráfico estiver em determinado tom, mais ele está presente. Isso quer dizer que se você tiver uma predominância do gráfico no meio, formando algo como uma montanha, quer dizer que você tem uma imagem em que nem as sombras, nem os realces estão mais fortes que os tons médios.

Qual é a vantagem, em termos gerais, de seu histograma estar sempre mais concentrado em áreas centrais? É porque lá é que estão os detalhes, tons de pele e a maior parte das cores que observamos.

Na imagem acima, assim como a da capa, fica bem claro os 3 tipos básicos de exposição que podemos visualizar com esse gráfico.

Superexposição

Fotos superexpostas são imagens resultadas de um excesso de iluminação na hora da captura, seja por um flash muito forte, uma abertura grande, velocidade baixa ou ISO alto (se tem dúvidas sobre esses 3 últimos conceitos, veja nossa primeira dica dessa série). Como tudo isso é controlado, faça um novo teste com outras configurações.

No histograma nós podemos verificar que a imagem está “estourando os brancos” quando uma grande parte do gráfico estiver concentrada à direita, principalmente se você perceber que o final do gráfico está fazendo uma linha reta na vertical (você pode verificar esse exemplo na imagem do item anterior, onde diz “overexposure“).

Na imagem que representa esse item podemos verificar um excesso de branco, mas o problema aqui não é que simplesmente a imagem ficou muito clara, mas conforme você tem um excesso de tons claros e o famoso branco estourado na imagem, normalmente as áreas mais claras começam a perder os detalhes, como as marcas da idade no rosto da senhora dessa imagem.

Pode ter sido proposital? Talvez. Conforme o contexto pode ser necessário criar imagens superexpostas para contar uma história de uma possível superação, conquista, esperança, entre tantas outras ideias.

Mas, se não for proposital, o que fazer?

No caso dessa imagem, como não há um fundo a ser desfocado, podemos diminuir a abertura, fazendo com que menos luz entre no sensor e até facilitando o foco. Poderíamos também simplesmente diminuir o ISO, mas às vezes ele já está no mínimo. E também podemos aumentar a velocidade, fazendo também que a luz tenha menos tempo para ser capturada.

Subexposição

Imagens subexpostas são o contrário das superexpostas, isso quer dizer que elas são basicamente escuras. Mas não somente escuras, elas tem áreas onde você encontra a cor preta.

Qual é o problema de ver a cor preta nas imagens? A questão é que devido a luz, dificilmente nós vemos algo realmente preto nos ambientes. Quando digo “realmente preto”, é o RGB no 0,0,0! Então aqui vai a primeira questão: isso gera uma imagem que não é totalmente real aos nossos olhos.

No histograma, o preto é representado quando o gráfico se concentra na lateral esquerda, formando uma linha vertical nesse lado, “achatando” os tons próximos a ele. Isso causa também outro problema: a diminuição de tons médios, justamente onde mais vemos detalhes e texturas.

Novamente, é sempre um erro? Não… Muitas vezes o fotógrafo quer criar uma imagem propositalmente subexposta para criar uma atmosfera mais tensa ou noturna, por exemplo.

Mas como fizemos na última imagem, caso não tenha sido a ideia, como tirar uma nova foto com a exposição correta?

Nesse caso, como temos uma foto com movimento (principalmente o rabo e patas do cachorro) não podemos deixar a velocidade muito baixa, que com certeza ajudaria na entrada de luz. Talvez então uma velocidade 1/60 já ajude, assim como uma abertura de 3.5, já que aberturas maiores que essa iriam dificultar o foco dos dois personagens. E por último, e mais simples de ajustar, aumentaríamos o ISO até o necessário para alcançar a iluminação ideal.

Claro que tudo isso depende muito da iluminação real da cena, são apenas estimativas.

Exposição perfeita

Como já vimos, uma imagem subexposta faz o gráfico se concentrar na lateral esquerda e uma superexposta faz o mesmo se concentrar no lado direito, criando imagens com muitas áreas escuras ou claras demais e praticamente irrecuperáveis na edição. Uma exposição ideal é justamente um meio termo, onde você tem uma quantidade significativa do gráfico sinalizando na parte central.

Aqui deixo uma observação sobre o histograma em si, independente da exposição. Essa ferramenta “só” serve para visualizarmos a intensidade dos tons na imagem como um todo, não representa cada parte da imagem de maneira geográfica. Ou seja, se você estiver vendo uma área mais elevada no meio do histograma, isso NÃO quer dizer que o meio da sua imagem tem mais tons médios, mas sim que sua imagem como um todo tem mais tons médios que realces ou sombras.

Exposição perfeita, então, significa que você tem um equilíbrio entre áreas de realces e sombras, pontos brancos e pretos. Visualmente falando quer dizer que as áreas mais escuras e claras estão bem definidas e é possível ver detalhes nítidos nelas e não áreas simplesmente pretas ou simplesmente brancas.

No histograma essa situação é muitas vezes simbolizada com um gráfico no formato de montanha, mas não só.

Quando você vê o formato de um pico/montanha, quer dizer que há uma maior concentração de tons médios na imagem, gerando uma foto mais neutra, possivelmente até com um contraste reduzido.

Se a ideia é ter uma imagem equilibrada mas com um contraste mais acentuado, um gráfico no formato de “U” talvez seja mais interessante, tendo áreas preenchidas no meio do gráfico, mas com as pontas tanto esquerda quanto a da direita ficando um pouco mais altas que a área dos tons médios.

Esse formato em “U” gera uma imagem com um contraste maior pois você está acentuando tanto as áreas claras quanto as escuras.

Para melhor aproveitamento dessa técnica, eu sugiro que tire fotos mais neutras (histograma parecido com uma montanha) para que você tenha a flexibilidade de edita-la no Photoshop ou Lightroom depois e possa deixa-la com mais ou menos contraste.

Os “blinkies” da câmera estão lá para ajudar

Talvez você tenha tirado uma foto e manchas brancas ou pretas começaram a piscar no visor da sua câmera. Esse recurso indica justamente que existem áreas que você acabou deixando superexpostas ou subexpostas.

Se não puder tirar outra foto com exposição correta, tente amenizar isso na pós-produção, mas como vimos, o ideal é sempre tirar uma foto já na configuração correta para ter mais possibilidade de edição, assim como um resultado muito melhor.

Agora é hora de praticar! Teste o histograma em sua câmera e veja o que seus olhos muitas vezes não enxergam facilmente, deixando que o sensor da câmera faça esse trabalho pra você.

As fotos de exemplo foram cedidas pela iStock que tem nos ajudado a passar essas dicas de fotografia pra vocês.

E muito mais está por vir. Então, até a próxima!

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Esse designer transforma logotipos em criativas ilustrações

Quando um designer cria um logotipo para uma empresa, é verdade que muitas vezes ele carrega aquele símbolo com um significado especial, alinhado à filosofia da empresa.

Mas e quando um ilustrador decide buscar sua própria interpretação em logotipos de empresas famosas?

Esse é o caso do ilustrador e designer David Huynh, que aproveitou a forma de logotipos de empresas como Adidas, McDonald-s e Pepsi para criar divertidas e curiosas ilustrações.

Confira:

Adidas

Google

Apple

Nintendo

Amazon

YouTube

Pepsi

Disney

McDonald’s

Twitter

Nasa

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Os impressionantes Pokémons em 3D de Lee Hyung Joo

Talvez pela enorme variedade de criaturas existentes, Pokémon é, vez por outra, tema de diversos trabalhos criativos.

Você já conferiu por aqui o trabalho do ilustrador que se inspirou em marcas famosas para criar Pokémons e suas evoluções e também a artista que transforma animais de estimação em cards de Pokémons.

Outro artista que manda muito bem é o coreano Lee Hyung Joo, que retrata alguns Pokémons em artes digitais com uma habilidade 3D impressionante.

Confira:

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