10 livros para quem quer aprender mais sobre Design Gráfico

No dia 27 de abril, comemoramos o Dia Mundial do Design Gráfico, profissão que, como vocês bem sabem, nós amamos e que tentamos ajudar a fortalecer e valorizar, já por mais de uma década.

E todos nós que trabalhamos com criação, no Design Gráfico ou não, temos que nos manter atualizados e cheio de bagagem, seja cultural, visual, vivência ou referências no geral.

Da teoria à prática, o estudo é algo que precisa ser constante para que a profissão seja continuamente valorizada e não considerada apenas uma ferramenta.

Por isso separamos alguns livros que podem fazer a diferença nos seus estudos para compreender ou aprofundar mais no universo do Design Gráfico.

Confira a lista:

Livros sobre cores

Psicodinâmica das Cores em Comunicação

Gostamos muito desse livro, que conta com uma abordagem do 0 ao 1000 em termos de profundidade no assunto de cores, sendo altamente recomendado para todos que queiram trabalhar com criação e saber como utilizar as cores de maneira assertiva.

É considerado bibliografia básica de diversos cursos de comunicação, mas mesmo que já seja formado, recomendamos sua leitura.

Clique aqui para conferir o livro.

A Psicologia das Cores: Como as cores afetam a emoção e a razão

Esse aqui é o queridinho de muitos professores de comunicação, e não à toa, já que também oferece uma ampla e densa bagagem sobre a psicologia das cores e como elas podem mudar nossas decisões.

Mas ele vai muito além de dicas de aplicação de tons, fala da história e elementos culturais das cores, aprimorando seu repertório visual e cultural para que, aí sim, consiga escolher melhor a aplicação de cada tonalidade.

Apesar de ter a versão digital, recomendamos fortemente a leitura em sua versão impressa, já que o tema pede uma fidelidade de cor maior do que um Kindle ou monitores genéricos podem oferecer.

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True Color System. Guia de Cores CMYK

Tenho um exemplar aqui e posso dizer com certeza que o livro True Color System, do Jacques Rutman conta com uma escala de cores CMYK das mais completas que já vimos: 110.000 cores variando de 5 em 5% impressa em 7 tipos de papel.

Esta escala foi certificada na Norma ISO 12647-2 pela Heidelberg e Agfa e é de grande utilidade para designers gráficos, profissionais de marketing, profissionais de gráficas e controle de qualidade.

Ela vem acompanhada de um CD de calibragem de monitores por comparação das cores visualizadas no monitor com as mesmas cores impressas em diferentes tipos de papel.

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Livros sobre Design Editorial

Guia Prático De Design Editorial: Criando Livros Completos

Uma das coisas interessantes nesse livro é que ele tem uma leitura bem dinâmica, fazendo com que você se sinta praticamente em uma oficina do tema. E dessa maneira leve você vai aprender os fundamentos para atuar em um projeto editorial, do briefing à aplicações práticas.

É um bom material para começar na área (trata mais dos fundamentos e não se aprofunda tanto) e aprender algumas dicas úteis do dia a dia.

Encontramos apenas a versão impressa da obra de Aline Haluch, mas com um valor atraente.

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Diagramação: Fundamentos e técnicas (Gráfica e editorial)

Diagramação: Fundamentos e técnicas (Gráfica e editorial) por [Thiago Cesar Teixeira Justo]

Assim como o anterior, tem uma boa abordagem aos fundamentos da editoração, sendo mais próximo de um formato de apostila, por isso tem uma boa didática e pode ser usado para acompanhar seus estudos mais aprofundados.

Você encontra a versão digital ou impressa do livro do Thiago Cesar Teixeira Justo por um bom preço no link a seguir:

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Capas Que Vendem: Os Segredos das Capas de Livros que Atraem (Livros Que Vendem)

Capas Que Vendem: Os Segredos das Capas de Livros que Atraem (Livros Que Vendem) por [Eldes Saullo]

Dentro do design editorial temos algumas áreas e etapas, e a criação da capa é extremamente importante para um projeto de sucesso.

Nesse exemplar podemos ver diversas dicas úteis tanto para a equipe de criação como de produção do livro, já que é de interesse de todos que o livro tenha boa aceitação do público.

Mas para isso, capturar a atenção em uma estante (virtual ou física) é uma das maneiras mais eficientes de atrair novos leitores, sendo o design essencial aqui.

E esse livro do Eldes Saullo é um dos livros mais baratos da lista, mas conta apenas com versão digital.

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Livros sobre Branding e Design de Marcas

Marcas – Design estratégico: Do símbolo à gestão da identidade corporativa

Marcas - Design estratégico: Do símbolo à gestão da identidade corporativa por [Cecilia Consolo]

A autora do livro, Cecilia Consolo, conseguiu abordar esse tema que fica entre a teoria e prática de uma maneira bem fácil de ler e compreender, sem necessariamente perder a profundidade do assunto.

E quando digo profundidade, é indo ao fundo mesmo, trazendo elementos de marcas que você não encontrará facilmente em nenhum livro ou material por aí, até mesmo fazendo uma boa ponte entre o passado e presente.

Apesar de ter um ótimo conteúdo, se você nunca leu sobre Design de Marcas e Design Estratégico, esse pode ser um livro para uma próxima compra, mas se já trabalha ou gerencia equipe de criação de marcas, é fortemente recomendado.

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Design de Identidade da Marca: Guia Essencial para Toda a Equipe de Gestão de Marcas

Repleto de estudos de casos, o livro da Alina Wheeler e seu método em 5 etapas fazem com que a leitura seja fácil de aplicar na prática.

O livro reforça que o design de marcas não é só “criar um logo”, como acaba sendo o pensamento de muitos que caem nessa armadilha, mas envolve diversos processos de estratégia, gestão e criação. Sendo então um material bem abrangente para quem quer seguir realmente nessa área.

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Manual de Identidade Visual. Guia Para Construção de Manuais

Uma das etapas da criação de uma marca é a elaboração do Manual de Identidade Visual, que tem um grande poder na gestão dessa marca e como será aplicada futuramente.

Mesmo quem já estudou um pouco sobre esse, é um material bem interessante por ajudar a criar, passo a passo e de maneira bem objetiva, um bom manual. Sendo então complementar aos outros livros, já que esse foca mais nessa etapa da criação.

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Branding + design: a estratégia na criação de identidades de marca

Tratando o tema Branding no geral, esse livro é ótimo, mostrando todas as áreas de conhecimento desse amplo espectro. O design mesmo, pensando mais na questão da criação (já que o próprio design não tem só essa definição), é um dos tópicos abordados, não sendo o mais abordado.

Considerando isso, o foco do livro da Sandra Ribeiro Cameira talvez não seja para designers que queiram se aprofundar em questões técnicas da criação de identidade visual como elementos, símbolos e tipo, mas é um material muito interessante para entender mais sobre outros conceitos essenciais, além de apresentar diversos casos de estudo também.

Clique aqui para conferir o livro.

Conclusão

Como já falamos na introdução e em diversos outros posts: estudar nunca é demais. E nos manter preparados e atualizados não é mais tão caro como já foi.

Veja também: 10 livros recomendados para aprender/aperfeiçoar ilustração

Por isso, uma excelente opção é assinar o Amazon Prime, assim além dos preços serem atraentes, diversos livros ainda ficam com frete grátis, sem contar os filmes e séries por streaming.

Use esse período de quarentena para ler bastante e aproveite os 30 dias de Amazon Prime de graça.

Até a próxima!

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Os bastidores da criação à finalização de uma das peças do Absolut Competition

Se você já acompanhou outros artigo da série “Por dentro do processo de criação“, sabe que gostamos de buscar e apresentar ótimos trabalhos, para que sirvam de inspiração e lembrem de que todo resultado depende de etapas e processos.

Processos esses que muitas vezes não são fáceis de reconhecer quando vemos apenas o projeto final.

Como é o caso do trabalho escolhido dessa vez, realizado pelo time de Portugal: Filipe SJ (designer, formado pelas Belas Artes de Lisboa), Teresa Archer (designer pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa), Teresa Costa (também designer pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa) e a coordenadora de conteúdo Joana Teixeira (formada pela Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa), que apresentaram um belo trabalho para a Absolut Competition 2019, mesclando técnicas manuais e digitais que resultaram na imagem a seguir:

O que me chamou atenção desse trabalho foi que mesmo em um mundo digital, nós temos diversas oportunidades de sair um pouco desse universo e explorar recursos mais manuais, ou mesmo mescla-los, como fizeram tão bem nesse projeto.

Poderão ver melhor a seguir como foi esse processo de criação na conversa que tivemos com o Filipe:

01 – Conceito e Sketch

O Briefing da Absolut era simples: ilustrar uma das 5 temáticas relacionadas com a marca e ter a garrafa como core. A escolha em questão foi o tema “Liberdade de expressão”.

A ideia era ilustrar uma porta entre dois mundos, um mais sombrio onde existe manipulação, e outro onde governa a liberdade de expressão. A porta que faz a passagem para o mundo onde todos somos livres de nos expressarmos tem a forma da garrafa Absolut.

No que diz respeito ao desenvolvimento este foi um trabalho de equipe. Fomos quatro a fazer parte do processo (Filipe SJ | Joana Teixeira | Teresa Archer | Teresa Costa) e nessa etapa, os quatro participaram.

02 – Escultura em plasticina

Depois de fazer um esboço de como ficaria a composição e de fazer um teste de cores com plasticina, começamos a esculpir.

Esculpimos dois painéis diferentes: a parte de fora da porta e a parte de dentro. Os dois mundos em placas diferentes.

Nessa etapa participaram os designers Filipe SJ, Teresa Archer e a Teresa Costa.




03 – Fotografia

No final de 3 dias esculpindo a plasticina fotografamos ambos os painéis e passamos à pós-produção.

04 – Pós-produção

Basicamente todo o trabalho de pós-produção se focou muito em unir os dois painéis de maneira a ficar harmonioso. Depois foi tentar eliminar as manchas de sujeira e puxar a saturação das cores da plasticina. O objetivo foi assumir as texturas e imperfeições da plasticina de maneira a reforçar as características do material.

A junção das fotografias, ajustes de cor, retoques finais e inserção do texto foram feitos no Photoshop.

A fotografia e a pós ficaram a cargo do Filipe.

Conclusão

Legal, né? Além das imagens, vejam também o vídeo mostrando um pouco esse processo:

Confira a página do projeto completo no Behance.

Acompanhe e siga o trabalho dos quatro profissionais responsáveis por esse projeto: Filipe SJ | Joana Teixeira | Teresa Archer | Teresa Costa

Sabemos bem como aprender softwares, como Photoshop ou Illustrator, é de extrema importância para quem trabalha com criação, mas ilustração, escultura e fotografia são as raízes para muitos dos trabalhos que podemos realizar com maestria. Isso sem contar com a importância de trabalhar em equipe e a soma das habilidades.

O mundo diz-te para teres medo, mas o mundo está louco.
Em vez de fazeres mute a ti próprio, abre os olhos ao mundo, para que possam ver diferente. Para que possam ver que, dentro de ti, há outro mundo. Um mundo que pode ser deles. Um mundo que pode ser real.
O que tens dentro de ti é Absolut. Faz-te ouvir.

Agora é com você! Se tiver um projeto ou queira indicar ótimos trabalhos como esse, e que deseje também compartilhar um pouco como foi a sua criação, o espaço está aberto. Comente aqui ou nas nossas redes sociais e vamos conversando.

Até a próxima!

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Content-first: uma abordagem que melhora suas decisões de Design

Toda área dentro do Design depende de algo primordial e pouco valorizado: a informação.

Para trabalhar com identidade visual, por exemplo, o volume de informações colhidas pode ser o diferencial na entrega. Claro que estou compensando outros valores como repertório e tempo de prática.

A informação é um forte pilar no Design, e hoje quero compartilhar sobre uma abordagem que estou pondo em prática nos meus últimos projetos.

Nas linhas seguintes, quero compartilhar com você o que é Content-first Design e como tem impactado nos meus projetos.

O que é Content-First

Primeiramente, precisamos entender sobre o conceito de algo, para enfim inferirmos sobre a sua importância. Mas neste caso, antes de tudo, é necessário compreender o processo de Design, o que nos indicará onde a informação entra como pilar.

Basicamente, um processo de Design é dividido em:

  • Identificação do problema;
  • Coleta de informações internas e externas;
  • Validação de hipóteses;
  • Proposta de solução.

A informação faz a ponte entre o problema e as hipóteses. E isso nos aproxima de um lugar-comum de compreensão.

Não podemos negar a importância da informação, que aplicada ao produto de Design, vamos chamar de conteúdo.

Content-first Design preza pela priorização da etapa de conteúdo, visando o melhor desenvolvimento dos passos futuros.

Pensa comigo: te convidam para desenvolver um cartaz, mas você só tem o nome da empresa e o que ela faz. Qual abertura você tem para ser específico na comunicação que está propondo?

Mas em um segundo cenário você tem informação que é um evento de Jazz que acontecerá dia tal, no lugar X, com ingressos custando Y, feito por uma marca que se comunica de forma Z.

Pronto! Quanto mais específico em relação à comunicação, melhor a nossa matéria-prima para pesquisa.

Erros que encontrei

Eu conheci essa abordagem a partir de uma hipótese que levantei.

Grande parte dos meus projetos tinham uma gargalo em comum.

Por trabalhar com grandes sites, há um grande volume de informação a ser colhido. Descrição dos serviços, especificações dos produtos, história da empresa, cases de sucesso e por aí vai.

O gargalo em comum entre eles era o conteúdo. Pois de tanto postergar a entrega de um documento que explica o que tal produto faz, as etapas mais posteriores atrasavam.

Tive um suspiro de alívio ao perceber que existia um padrão e eu podia agir sobre o problema. “Conteúdo!”

Então busquei criar cases onde o conteúdo fosse a prioridade desde o início.

Até o momento, eu estou bem satisfeito com o resultado.

Porque aplicar

Uma vez ouvi que o conteúdo serve ao Design, mas depois de pensar um pouco, vi que talvez não fosse assim.

Possivelmente, o inverso seja um tanto drástico, mas à minha abordagem, serve muito mais.

Se no mesmo cartaz que falei acima eu não tivesse revelado o horário e dia do evento, o layout seria a mesma coisa de quando a informação foi dada?

E se por acaso agora se tem o número de artistas, o estilo e local?

Cada informação/conteúdo enriquece mais nossa pesquisa visual e embasa a tomada de decisões.

Content-first é foco no conteúdo visando o Design como uma ferramenta de representação visual que traduz determinada informação.

E a aplicação dessa abordagem é plausível porque existe um fator que define o Design: intenção. “O Design comunica a intenção do conteúdo”. Casal perfeito!

Como aplicar

Aplicar Content-first é uma tarefa complexa, pois exigirá muita conversa com o cliente, que por sua vez exigirá uma relação mais estreita entre as partes.

E basicamente, tudo se resume a conversa, que de uma forma ou de outra, é coleta de dados.

Isso nos incentiva a aumentar o nível estratégico dos projetos, e consequentemente, consumirá nosso tempo em planejamento.

No caso de sites, a etapa de conteúdo que tenho aplicado é após o Briefing e depois do mapa do site.

Essas etapas são cruciais para me alimentar com dezenas de insumos importantes para embasar cada decisão.

O Briefing me dá chão para poder agir, e depois de uma longa conversa com muitas perguntas, tenho material suficiente para trabalhar com o mapa.

O mapa do site, a parte mais estratégica, me dá oportunidade de validar a necessidade de algumas informações, logo, a etapa final em relação à nossa abordagem.

Feita a minha pesquisa alinhada ao Briefing, e o mapa do site alinhado às conversas, consigo propor “histórias” que o site irá contar.

Conclusão

O que te falei acima não é um posicionamento definitivo, pois tudo depende do seu perfil como designer.

No meu perfil, sou planejador e analista, então busquei fortalecer as etapas do meu processo com abordagens mais estratégicas.

Além disso, a forma como você toma decisões tem grande influência, e Content-first existe para embasar as decisões do Design visual, compondo a entrega com menos gargalo e mais assertividade.

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ICQ ressurge com novo aplicativo e identidade visual remodelada

Se hoje aplicativos mensageiros como WhatsApp e Telegram são famosos e amplamente utilizados, muito disso se deve ao ICQ, um dos primeiros programas de mensagens instantâneas, lançado em 1996.

Quem já acessava a internet por volta do ano 2000 deve se lembrar da interface do programa, e até mesmo do seu clássico som (“Uh Oh”).

Agora, mais de 20 anos desde seu lançamento, o ICQ adota uma estratégia mais agressiva para bater de frente com seus concorrentes.

O aplicativo, que agora leva o nome de ICQ New ganhou uma nova interface e uma identidade visual remodelada.

Assim como seus concorrentes, o aplicativo também permite a instalação direta no computador, além de trazer algumas funcionalidades extras, como a possibilidade de converter áudio em texto e o envio de fotos e vídeos sem perda de qualidade.

O aplicativo está disponível para download para Windows, Mac, Linux, Android e iOS.

Será que o novo design será suficiente para ultrapassar seus concorrentes? Deixe sua opinião abaixo!

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Conheça algumas ferramentas para criar efeitos de texto no Illustrator

Escrevi este artigo para complementar um assunto que tenho falado no meu canal do YouTube.

Na série “efeitos de texto”, trago vídeos explicando como criar efeitos de textos com as ferramentas do Illustrator.

E os parágrafos seguintes têm o objetivo de compor a série, explicando com mais detalhes as principais ferramentas que utilizo.

Dicas iniciais

Antes de começarmos a falar sobre as ferramentas, quero trazer algumas informações iniciais.

O Illustrator interpreta efeitos de aparência de maneira separada das manipulações estruturais de um objeto.

Éricles, mas como assim?

Basicamente, algumas ferramentas que me propus a mostrar neste artigo criam uma aparência em torno de um objeto, permitindo sua edição através de uma painel próprio, preservando a forma estrutural.

Você confere esses efeitos de aparência através do painel “appearance”, tecla de atalho shift+F6.

Outra maneira de perceber esse fenômeno é através da mudança no modo de visualização para outline, com a tecla de atalho ctrl+y. Esse modo revela apenas o contorno das formas que estão no arquivo do Illustrator, e será muito útil na hora de fazer os ajustes finos.

Ferramentas fundamentais

Entendido os apontamentos iniciais, vamos conhecer as ferramentas fundamentais para trabalhar com efeitos de texto no Illustrator.

Separei esse tópico em dois temas para falar das ferramentas através da sua ótica de utilização.

Para manipulação de caminhos

A ferramenta mais conhecida e utilizada dos softwares vetoriais é a pen tool, e saber utilizá-la para efeitos de texto é de grande valia.

Algumas pessoas têm dificuldades com ela, mas com um pouco de prática e direcionamento correto, é possível potencializar o aprendizado. Fiz um vídeo no YouTube que lhe será muito útil para praticar.

Mas além da pen tool, quero falar sobre duas ferramentas de manipulação.

Direct tool (A)

A direct tool serve para selecionarmos pontos-âncora dos caminhos criados pelas ferramentas de desenho, tanto a pen tool e pencil tool como as ferramentas de desenho geométrico.

Todo desenho de software vetorial possui pontos-âncora, que juntos aos nós, compõem um vetor.

Se você quiser utilizar uma seleção livre para escolher os pontos-âncora, pode utilizar a lasso tool, ativada com a tecla de atalho Q.

Scissors tool (C)

Essa ferramenta, conjugada com o modo de visualização outline, é muito útil para fazer cortes em lugares específicos de um caminho vetorial.

Para melhor aproveitamento da ferramenta, é preciso conhecer duas opções do Illustrator: modo de isolamento e smart objects.

Digo que elas potencializam a utilização da scissors tool porque utilizando o modo de isolamento, é possível focar no objeto que deseja ser cortado e com a smart objects ativa é possível escolher o caminho sem erros e também as intersecções.

Para deixar seu objeto no modo de isolamento, dê um duplo clique sobre ele.

E para ativar ou desativar a smart objects, utilize a tecla de atalho ctrl+u, ou vá no menu view > smart guides.

Para combinação de objetos

Já para combinação de objetos, te sugiro dominar a shape builder e a pathfinder.

Essas duas ferramentas já foram tema de um artigo sobre as ferramentas essenciais do Illustrator, e também uma série de vídeos no YouTube para explicar especificamente de cada uma delas.

Assista aos vídeos e leia o artigo para se preparar pro próximo tópico com as ferramentas diferenciais.

Ferramentas diferenciais

Eu considero que existem 3 ferramentas que serão úteis para você em 90% dos casos de quando estiver criando um efeito de texto no Illustrator. São elas:

1- Blend Tool (W)

Esta é uma ferramenta de mistura de objetos que gera resultados incríveis, sejam eles em torno de efeito de cor ou de complemento de forma.

Explicando um pouco melhor, conseguimos utilizar a blend tool a partir de dois objetos que terão um espaçamento pré e pós definido, mesclando suas formas e cores.

Você pode definir o caminho que essa mistura percorre posteriormente, através da replace spine em object > blend > replace spine.

2- 3D

A opção de efeitos 3D possuem inúmeras possibilidades de efeito.

Com suas diversas opções de controles que vão desde profundidade, rotação do eixo e perspectiva, até o tipo de iluminação da superfície.

Você pode encontrar essa ferramenta no menu effect > 3D.

Uma das opções que curto bastante é a rotate, pois com ela é possível criar efeitos de texto isométrico como no vídeo acima.

3- Transform

E a última ferramenta de efeito que sugiro que conheça é a transform.

Diferente do painel transform com coordenadas, escalas e rotação de objetos, o efeito transform é um efeito de aparência como falei acima, e que abre um enorme leque de possibilidades de efeitos de maneira simples.

Através do menu effect > distort & transform > transform, você abre as opções de edição da aparência e vislumbra uma tela muito parecida com as opções de ferramenta da move tool.

Aqui você pode brincar com a escala, posicionamento, cópia e rotação do objeto escolhido, possibilitando uma forma simples de criar long shadows, por exemplo.

Conclusão

Este artigo foi um apanhado das ferramentas que mais utilizo quando o assunto é criação de efeitos de texto no Illustrator.

Se quiser complementar seus estudos, inscreva-se no meu canal e acompanhe as dicas semanais nos meus artigos aqui no blog.

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Guia prático do que você deve estudar em UI Design

UI é a sigla para User Interface, uma área do design responsável por criar a ponte entre você (usuário) com qualquer dispositivo, produto ou serviço.

E se você já pensou em migrar para essa área mas nunca soube por onde começar, talvez esse conteúdo possa ser o seu guia. Ao longo desse artigo vou sugerir tópicos que todo UI Designer precisa ter conhecimento e muita prática.

Cores

Se você está vindo de qualquer área do design vai ser mais fácil entender sobre cores. Mas em UI há alguns pontos que é imprescindível você estudar:

  • Regra 60, 30 10;
  • Sistema de cores HSB e HSL;
  • Padrões de acessibilidade em cores da WCAG;
  • System Colors, Accent Colors e UI Colors;
  • Significado das cores;

Tipografia

Muita gente esquece que as interfaces são formadas por quase 90% de texto e tipografia tem um papel vital em vários pontos de uma UI. Se você souber como combinar fontes e como trabalhar composição, espaçamento e hierarquia, já estará na frente de muitos designers.

  • Escala tipográfica;
  • Modular Scale;
  • Letter spacing, line height e line lenght;
  • O que são Webfonts;
  • Hierarquia Tipográfica;

Layout

  • Grid bootstrap, grid 8pt e vertycal rythm;
  • Modelos de escaneamento de página: Z pattern e F pattern;
  • Style Guide
  • Componentes de UI

Ferramentas de UI Design

Existem diversas ferramentas para trabalhar com UI, e a lista abaixo pode ser útil para ajudá-lo a decidir a mais adequada para você.

Ferramentas para criação e prototipação de interfaces

Sketch

Figma

Adobe Xd

Invision e Marvel

Principle

Curso de UI Design

Se você quiser um guia ainda melhor, recomendo muitíssimo o curso de UI Design da galera da UI Lab. Eles cobrem várias das sugestões que deixei acima e você ainda tem algumas práticas para exercitar seu conhecimento.

São 30 aulas que podem ajudar você a começar sua carreia de UI Design com o pé direito.

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Confira o processo de criação do Poketype, o alfabeto Pokémon 3D de Arthur Benting

Se você acompanha nosso Instagram, deve ter percebido como adoramos referências criativas, principalmente as mais divertidas. E recentemente fomos apresentados ao trabalho do Arthur Benting, designer e artista 3D do Rio de Janeiro.

Ele criou um belíssimo alfabeto com referência ao universo Pokémon para o 36 Days Of Type – 2020. E o resultado ficou muito bom! Por isso, convidamos o designer para nos contar um pouco sobre como foi o processo de criação desse projeto.

Algumas letras do seu criativo alfabeto:
















Para ver todas as letras, confira o projeto inteiro no Behance do Arthur.

Mas antes, aposto que vai querer conferir como foi que ele criou todo esse alfabeto, não é? Então continue lendo…

Processo de criação

O artista nos deu o privilégio de entender um pouco mais sobre seu processo de criação, desde o papel, passando pela modelagem no Blender até o render final. Confira abaixo com as palavras dele:

Motivação e referência

36 Days of Type é um desafio anual que reúne designers do mundo todo para compartilharem, uma vez por dia, uma letra do alfabeto, de tema livre. É um projeto colaborativo que sempre está repleto de trabalhos excelentes, entrando recorrentemente na minha pasta de referências.

Eu não tenho uma forte pegada de tipografia, então não tinha a pretensão, nem a confiança, pra participar do projeto. Porém, foi com a referência do alfabeto cartoon do Julio Martin Ruiz que eu comecei a ver novas possibilidades.

Trazer elementos de cultura pop para as letras, brincando com o nosso afeto por personagens tão queridos, era uma abordagem muito interessante. Com a minha paixão por games, especialmente os da Nintendo, e um conhecimento médio em 3D, juntar Pokémon e o 36 Days of Type foi uma ideia que veio naturalmente.

Motivado por um estudo tipográfico com pelos, do David McLeod, eu decidi ir para uma abordagem que explorasse mais as texturas dos Pokémons. O que, junto ao 3D, inclusive me ajudou a diferenciar o projeto de outros que já tiverem a mesma ideia, como é o caso das letras Pokémon do Billy Jazz.

Primeiros rascunhos

Ainda que eu seja um péssimo desenhista e tenha calafrios em compartilhar isso, a fase inicial foi colocar no papel as possibilidades e fazer rascunhos de como seriam as letras, pensando na melhor forma de misturar as características do tipo com as dos Pokémons.

É bom que a baixa qualidade dos desenhos mostra que você não precisa ter boas noções de ilustração para fazer um projeto de design interessante!

Levando para o 3D e os aprendizados no processo

O Blender é o programa em 3D que eu utilizo, e inclusive recomendo para quem quer começar no 3D. É totalmente gratuito e está ficando mais e mais popular com atualizações cada vez melhores, então já possui uma base de usuários que impulsiona bons materiais didáticos até mesmo no YouTube.

De qualquer forma, foi para lá que eu, uma vez por dia, tentava dar vida as minhas letras rascunhadas. A forma com que isso foi feita variava de acordo com os aprendizados, dia a dia.

No início, eu ia modelando só com base no Pokémon. Com o caminhar do projeto, percebi que ter à mão as referências das letras para criar uma estrutura mais rapidamente era essencial para agilizar as coisas. Esses dois casos exemplificam esses diferentes approaches para a modelagem.

Texturas e aparência

Em muitas das letras eu tive que me aventurar na pintura de texturas. Então, dentro do Blender, fui pintando as letras de acordo com os texturas dos monstrinhos. Em alguns casos, pude utilizar ferramentas como as nossas conhecidas curvas, que facilitavam o processo. Em outros, foi indo e voltando com o mouse ou tablet.

Um dos pontos centrais do projeto era trazer elementos mais reais às letras. Muito inspirado pela estética do filme Detective Pikachu, em que muitos Pokémons possuem uma pelugem e elementos que remetem aos animais em que eles foram baseados.

Munido dessas referências e utilizando as ferramentas do Blender, eu pude chegar nos resultados do projeto.

Para os mais peludos, eu utilizava o sistema de Hair do próprio programa, que permite a você a criar e até mesmo pentear pelos ou cabelos com as mais diferentes características. Foi isso que me permitiu dar a calda do P do Pikachu uma pelugem distinta a da letra, por exemplo.

Em outros casos, eu recorri a texturas gratuitas encontradas Online. A textura do C de Charizard, por exemplo, devo ao site textures.com e sua bela textura pronta de pele de dragão.

Encontrar tais texturas prontas era sempre algo que agilizava o processo, e com ótimos resultados.

Ainda, para algumas outras letras, eu me virava nas configurações do próprio Blender. As pétalas da letra I de Ivysaur, por exemplo, é um misto de textura de noise gerada pelo programa, com riscos e desenhos a mão.

Já para o G de Gastly eu utilizei uma simulação de fumaça para remeter as características do Pokémon do tipo fantasma.

No geral, esse aspecto foi uma ótima forma de conhecer mais a fundo o programa e aprender funcionalidades que eu havia testado muito pouco.

Iluminação, Render e Pós

Iluminação em 3D é uma área difícil. Muitas vezes, para se ter ótimos resultados em iluminação, é preciso conhecimentos técnicos comuns de um fotógrafo profissional.

Nesse sentido, é uma área onde ainda tenho a aprender, mas tentei reproduzir nas cenas das minhas letras as características de um estúdio fotográfico, somadas a liberdade que o 3D oferece.

Então eu trouxe um fundo infinito e abusei bastante de diferentes fontes de luz para gerar highlights interessantes nas letras. O render sai normalmente com pouco contraste, um tanto sem vida. Então o Photoshop sempre entra em cena pra dar o toque final nas peças.

E foi repetido esse processo durante quase um mês que cheguei ao fim do projeto, aprendendo bastante no meio do caminho. Incentivo os amigos designers a se arriscarem nos próximos desafios do 36 Days of Type, ou mesmo fazerem fora de época.

É uma ótima forma de exercitar a criatividade, afiar skills e aprender coisas novas, saindo sempre projetos que sentimos aquele orgulhinho!

Siga o artista em suas redes sociais:

Behancehttps://www.behance.net/abenting
Instagramhttps://www.instagram.com/artbenting/
LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/arthur-benting/

O espaço é seu

Assim como no caso do Arthur, gostaríamos muito de convidar outros artistas brasileiros a mostrar aqui e para o mundo como somos um povo criativo e eficiente.

Sempre acreditamos que juntos somos mais fortes, por isso, se você é ou conhece um designer/artista brasileiro com um projeto de portfólio muito legal (que toparia falar um pouco do seu processo de criação), comente aqui ou em nossas redes sociais (Instagram / Facebook), e claro, siga-nos por lá também.

Até a próxima!

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7 dicas para capturar as melhores fotos dentro de casa

Quem gosta/estuda sobre fotografia já deve ter ouvido falar de alguns termos como “fotografia indoor” (fotos em ambientes internos) e “fotografia lifestyle” (estilo de imagem normalmente mais natural e espontâneo). E são dois estilos que conversam muito quando juntos, principalmente com fotos em família, já que o ambiente doméstico é, normalmente, o local mais espontâneo para representar esses laços familiares.

Por isso, essa tem sido uma escolha que vem crescendo muito entre os fotógrafos que gostam de criar imagens mais espontâneas, buscando a essência tanto do ambiente como dos personagens capturados.

Sendo assim, separamos sete dicas de como aproveitar melhor o ambiente da sua casa ou da casa do seu cliente para poder tirar o máximo proveito de elementos como o cenário e iluminação dentro de casa. Confira:

Estude a iluminação natural para cada horário

Se o lugar que irá capturar suas fotos for na sua própria casa, você já deve ter percebido os momentos em que a luz costuma ficar mais interessante, seja pela intensidade ou cor (como a bela iluminação do pôr do sol). Isso é diretamente relacionado à face em que suas janelas estão apontadas (Norte, Sul, Leste ou Oeste), tendo maior iluminação em determinados momentos do dia.

Caso não seja sua residência, pergunte ou descubra de alguma maneira, antes, a direção que as janelas estão, assim poderá marcar o melhor horário para seu ensaio.

Apesar de imaginar que o momento que a luz estiver entrando diretamente seja o melhor, isso não é uma regra. Já que uma luz direta irá resultar em sombras mais duras e mais silhuetas. Se isso for seu objetivo, ótimo, já sabe que o momento para criar essas imagens mais fortes é quando o sol estiver entrando no ambiente. Mas se sua intenção é captar imagens com sombras mais suaves, procure momentos que a incidência não esteja tão direta.

Se a luz estiver muito forte, uma cortina poderá ajudar, mas se estiver muito fraca, aí o resultado será bem prejudicado.

Sem flash

O flash é um ótimo recurso, quando bem utilizado. Principalmente para espaços amplos, algo que nem sempre é uma realidade dentro da maioria das residências.

O problema do flash é sua luz direta, mesmo que apontado para outras direções, causando uma sombra pouco realista. Isso em fotos de estúdio é contornado e bem aproveitado com o uso de mais de uma fonte de luz, mas aí já perde a ideia do lifestyle e suas fotos mais naturais.

Por isso o melhor aproveitamento da luz natural é a opção mais indicada.

Escolha de lentes

Como comentei nos itens anteriores, a iluminação em um ambiente interno é muitas vezes prejudicada, mesmo a luz natural sendo ótima para fotos mais espontâneas, como nosso objetivo com essas técnicas.

Lembram dos primeiros artigos que falamos sobre dicas de fotografia? Entre eles comentei sobre a importância da abertura para um efeito de profundidade bem legal, como controlar e aproveitar melhor a iluminação, entre outros assuntos.

Essas brincadeiras com abertura só são possíveis quando temos uma maior flexibilidade da mesma, como por exemplo lentes que tenham o diafragma de 2.8, 1.8 ou maiores (lembrando que quanto menor o número, maior a abertura).

Isso não só vai permitir muito mais luz entrando na sua imagem, como focar só no que interessa, além de evitar ruído (já que poderá trabalhar com ISO menor) e menos desfoques de movimento indesejados (pois a velocidade não será tão exigida, podendo deixar valores mais “ágeis” sem prejudicar a exposição).

As lentes fixas, como a 24, 28, 35, 50 ou 85mm são escolhas prováveis para fotos internas, sendo muitas lentes primes (grande qualidade) e com um custo menor que uma 24-70mm 2.8, por exemplo, apesar de ser também extremamente útil pela versatilidade nesses ambientes.

Gosto muito da minha 28mm para ensaios internos, permitindo que o cenário também faça parte da foto e não preciso me afastar muito do objeto.

Composição é a essência

Como comentado, o cenário é extremamente importante, já que estamos fotografando um local que muitas vezes é parte direta da vida da pessoa (ou sua). A decoração desse ambiente diz muito sobre quem está sendo fotografado, então a composição precisa privilegiar detalhes do lugar.

O cuidado com o plano de fundo é essencial, principalmente considerando que pela proximidade da câmera com o objeto e a utilização de lentes com abertura maior, o fundo pode ficar mais ou menos desfocado (veja mais sobre isso no artigo sobre profundidade de campo).

Por isso não podemos ignorar o que está atrás, sem saber se estará nítido ou não. Seu posicionamento e preocupação com o que estiver dentro do quadro é o que vai diferenciar de uma foto mais ou menos poluída visualmente, entre outras características.

Evite o modo automático

Capturar imagens em ambientes internos, muitas vezes significa levar sua câmera ao limite, já que é incomparável a luz que conseguimos aproveitar quando estamos em uma área aberta.

Falarei um pouco mais sobre isso no próximo item, mas reforço já como é importante saber os limites da câmera, em termos de velocidade, abertura e ISO. Sabendo isso, ter o controle manual da sua câmera é o melhor cenário, já que assim você pode criar a SUA imagem e não a imagem que o sensor julga estar equilibrada.

Quer capturar uma silhueta em vez de “estourar” a luz que vem da janela? Quer congelar um movimento (ou deixar o rastro dele)? Você que manda. Assim você poderá criar também o seu estilo.

Cuidados com o ISO

Quando aumentamos o ISO, estamos fazendo com que o sensor fique mais sensível a luz do ambiente, causando um pouco mais de ruído na imagem. Câmeras mais simples tem um alcance menor de ISO, gerando mais granulação.

Câmeras de entrada, como a série Rebel da Canon e D3000/5000 da Nikon são ótimas em vários aspectos, mas pecam em quanto conseguem segurar no ISO. Apesar de prometerem números altos, como 6400 (quanto maior, mais clara fica a imagem), é comum a granulação começar a ficar bem perceptível a partir de 800.

Mas aqui é uma questão pessoal, pois dependendo de quanto ruído tiver na imagem, podemos trata-la facilmente no Photoshop ou Lightroom, principalmente quando fotografamos em RAW.

Pessoalmente, prefiro manter o ISO como sendo meu ajuste nas situações em que a exposição precisar ser corrigida de maneira rápida do que regular os outros dois recursos (abertura e velocidade), já que a regulagem do ISO interfere apenas na iluminação, não alterando tanto a composição. Já a abertura altera totalmente a profundidade de campo e a velocidade pode causar desfoques indesejados.

Por isso, um pouco de ruído, às vezes, é melhor e mais fácil de contornar do que perder um momento chave. Só não abuse e conheça os limites da sua câmera.

Divirta-se e use a criatividade

Agora lembre-se do motivo de fotos no estilo lifestyle serem muitas vezes mais interessantes: elas são divertidas e espontâneas! E não precisamos de muito pra isso, basta o que estiver no local, a luz natural e sua criatividade.

Tente capturar momentos que são feitos na rotina do cliente ou no seu dia a dia e veja como esse tempo em casa (principalmente se você estiver lendo esse artigo durante a quarentena) não precisa ser pesado, mas pode sim ser divertido.

Esteja sempre com a câmera pronta para pegar as situações mais inusitadas e divertidas, deixe as coisas rolarem naturalmente, como jogos e conversas.

Melhorar suas habilidades para fotografar dentro de casa é um desafio mas é também muito divertido e pode aprimorar muito suas habilidade como fotógrafo no geral e enxergar as composições de outra maneira.

Se gostou das imagens desse artigo e gostaria de mais ideias para fotografar dentro de casa, confira o excelente acervo de fotografias da iStock, que mais uma vez nos ajudou a desenvolver esse material para você!

Até a próxima!

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Como aplicar Design de Valor nos seus projetos

Qualquer pessoa que presta algum tipo de serviço deve ter consciência sobre o que é geração de valor. E no Design não pode ser diferente.

O assunto que falarei a seguir foi tema da minha live mega-legal e espontânea com a maravilhosa Diana Coe, designer de marcas humanas.

E a escolha desse tema se deu por, em algum momento da minha vida, eu encontrar a intersecção entre a minha paixão e o resultado que posso entregar.

“Éricles, mas como assim?”

Vou responder essa pergunta durante o texto, mas antes disso, quero dissecar o significado de Design de Valor e explicar como gerar mais valor nos seus projetos.

O que é Design?

Antes de falarmos sobre Design de Valor, quero falar sobre o que é Design.

Para cada pessoa, Design significa uma coisa. Não posso julgá-las, o Design de verdade é uma complexidade de definição que nem mesmo os especialistas da velha-guarda conseguem trazer uma definição.

Alguns dizem que Design é projeto, outros dizem que é experimentação, outros concepção e a grande maioria diz que é solução de problemas.

Mas vamos lá. Toda e qualquer profissão se propõe a resolver problemas. Qual o diferencial do Design neste caso?

No momento atual, eu tenho uma definição sobre o que é Design que considero abarcar muitas das nossas áreas de atuação: Design é solução criativa de problemas com foco no ser humano.

Sem querer ser piegas, acho que essa definição traz muito do que o Design se propõe a ser por natureza.

Custo X Valor

Entendido (ou mais ou menos encaminhado) sobre o que é Design, precisamos entender o que é valor.

E para falar sobre isso, eu quero trazer um apontamento inicial sobre a diferença entre valor e custo.

Basicamente, custo é aquilo que você paga e valor é aquilo que você recebe.

Isto é, estamos falando sobre perdas (ou investimentos) e ganhos.

Como bons seres humanos, gostamos de receber muito mais do que ofertamos. E seguindo essa mesma lógica caímos na equação do valor.

Benefícios – custos = valor

Sendo o valor sempre o foco no excedente à expectativa.

Quais custos?

Além do custo monetário, podemos arcar com outros custos, que na minha opinião são tão significativos quanto.

Existe o custo de tempo, que é o nosso ativo mais importante, e também o custo psíquico, que diz respeito a um assunto muito importante.

Custo psíquico tem a ver com desgaste psicológico. Falei há alguns artigos sobre maneiras de evitar a refação, mas existe um detalhe da refação que é pouco observado.

A refação não é desgastante apenas para o designer que precisa repetir o trabalho, mas para o cliente que se sente incompreendido e, de alguma forma, pensa que a falha na comunicação é por sua culpa.

E todo esse custo precisa estar presente no cálculo de valor de um designer consciente e preocupado em gerar valor.

O que é valor?

Entendido o que é custo, vamos para o próximo passo: entender o que é valor.

Na minha experiência, mapeei três formas básicas de gerar valor:

  • Transformação
  • Experiência
  • Expectativa

É preciso colocar um pilar forte e transversal na parte de transformação.

E vou ser um tanto incisivo ao falar que só é possível gerar valor quando se propõe uma transformação na vida de uma pessoa.

Agora imagine o seguinte: uma banda/artista que você curte vai fazer um show na sua cidade, porém, o show vai ter todas as músicas de uma CD físico que você já tem ou conhece pelo Spotify. Por que você ainda quer ir ao show?

Nesse exemplo fica muito claro o impacto da experiência no processo de geração de valor: a experiência que você vai ter no show é completamente diferente de ouvir o CD no quarto. Logo, essa banda/artista está gerando valor para você.

E por último, a expectativa. Mas vamos falar sobre ela no próximo tópico.

Design de Valor

Conectando os pontos, finalmente, vamos falar sobre Design de Valor.

Com esse tema, claramente surgem as perguntas mais básicas e essenciais, como “por quê” e “como”.

Vou falar sobre cada uma especificamente agora.

Por que aplicar Design de Valor?

Você deve aplicar Design de Valor porque está intrinsecamente ligado ao desenvolvimento da sua carreira.

E sua carreira precisa ter uma ligação direta com sua paixão. Digo isso porque passamos horas demais trabalhando, e passar essas horas em desprazer não é nem um pouco sustentável.

Como entregar Design de Valor

Lembra que falei sobre expectativa? A melhor forma de entregar Design de Valor é compreendendo quem está do “outro lado da linha”.

Conhecendo bem, em primeiro lugar o trabalho, e em segundo o cliente, é possível atingir o alinhamento adequado para alcançar a máxima satisfação.

A maneira mais saudável de atingir essa satisfação é através de um “match” do que a outra pessoa espera e o que podemos entregar, e isso pode ser aplicado para qualquer área da vida.

Aplicar Design de Valor aos projetos tem a ver com interesse, colaboração e muita empatia.

Tem a ver com entregar o seu melhor para quem está disposto a receber o seu melhor.

E isso que eu chamo de “match perfeito de valor”.

Fórmula mágica

Para finalizar este artigo, vou passar para você a fórmula “não tão” mágica sobre como aplicar Design de Valor nos seus projetos.

Ter paixão pelo que faz = geração de valor

Ter paixão pode não ser todas as variáveis responsáveis pela geração de valor, mas é uma das principais. Ter paixão garante entusiasmo e tesão, além da preocupação sobre os resultados das suas entregas.

Curtiu este artigo? Não esqueça de deixar uma interação abaixo!

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10 livros recomendados para aprender/aperfeiçoar ilustração

Nesses momentos de incertezas e isolamento, a melhor maneira de aproveitar o tempo com certeza é estudando. Aprender ou aprimorar habilidades sempre é uma boa.

Ilustração é um exemplo disso, já que exige tanto tempo de prática introspectiva:é só você e o papel (ou tablet, para quem já está indo para a ilustração digital).

Como estamos próximos do Dia Mundial do Desenhista (15/04), para ajudar você a ter os melhores materiais e começar nessa jornada, conversamos com alguns ilustradores de diferentes especialidades, e fizemos uma lista com 10 livros recomentados para quem deseja aprender a ilustrar ou aperfeiçoar suas habilidades.

Confira:

Fundamentos da ilustração

Aprenda a Desenhar – Aceti Laura, Autieri Viola

Se você estiver começando, esse manual poderá te ajudar bastante.

Apresenta alguns conceitos básicos para reproduzir seres humanos, animais e flores, utilizando a tradicional técnica de ir construindo a ilustração a partir de formas básicas/geométricas.

Criando assim uma prática constante do aprendiz de ilustrador a não só treinar a mão, mas também os olhos.

Clique aqui para conferir esse livro.

Desenhando com o Lado Direito do Cérebro – Betty Edwards

Desenho de observação pode assustar quem está iniciando, principalmente por carregarmos vícios de nossos desenhos infantis, mesmo na fase adulta.

Esse livro propõe desconstruir isso, trabalhando com todas as etapas da observação: proporções, ângulos, espaços, valores e cores.

A autora propõe um resultado rápido na melhora do seu desenho realista. Mesmo causando estranheza nos primeiros desenhos, não desista, pois esse é um processo e logo você verá uma evolução.

Clique aqui para conferir esse livro (em inglês).

Curso de Desenho – Charles Bargue

Para os amantes da história da arte, esse é um livro essencial. Abordando técnicas de desenho a partir da observação de cópia de modelos de gesso e desenhos dos grandes mestres e depois indo para a figura humana utilizando modelos vivos.

O legal é que o grau de dificuldade vai aumentando conforme vai avançando nas lições, sendo ótimo para melhorar suas técnicas de luz e sombra, já que muitas referências são de representações tridimensionais.

Clique aqui para conferir esse livro.

Perspectiva, desenho arquitetônico e sketches urbanos

Sketchbook sem limites – Felix Scheinberger

Este livro é ótimo para quem quer conhecer esse mundo de desenho urbano, onde diversas técnicas são aplicadas, permitindo que o seu estilo pessoal possa predominar de maneira muito interessante.

Sketcbook Sem Limites, do autor Felix Scheinberger, te dá uma noção completa do que é sketckbook, sendo ótimo para iniciar nessa jornada.

Clique aqui para conferir esse livro.

Aquarela para urban sketchers: Como desenhar, pintar e contar histórias coloridas – Felix Scheinberger

Esse livro é um complemento natural do livro anterior, onde sai um pouco do conceito e aplicações básicas para técnicas específicas para ser um sketcher urbano.

Ótimo para quem gosta de pintura, pois ele foca em técnicas e truques de aquarela rápida para usar na rua.

Clique aqui para conferir esse livro.

Técnicas de ilustração à mão livre: Do ambiente construído à paisagem urbana – Eduardo Bajzek

As perspectivas de Eduardo Bajzek são fantásticas e suas demonstrações bem didáticas.

Apesar de ser um livro técnico, é indicado para diversos públicos e níveis de estudo na arte, justamente pela didática e facilidade de leitura.

Clique aqui para conferir esse livro.

Anatomia

Dynamic Anatomy – Burne Hogarth

Livro muito indicado para quem quer se aprofundar na anatomia para ilustração e escultura, seja tradicional ou digital.

O autor, Burne Hogarth, ficou muito conhecido pelas suas ilustrações de Tarzan e diversos outros trabalhos, com detalhes realistas da anatomia que continuam sendo referência até hoje.

Uma pena que não tenha versão em português do livro, mas é uma leitura recomendada.

Clique aqui para conferir esse livro. (em inglês)

Anatomia artística – Michel Lauricella

Um bom exemplar em português para quem quer se aprofundar no desenho de anatomia humana, ou morfologia, como o autor se refere a esse estudo.

Repleto de exercícios, iniciando em partes do corpo até ele por completo.

Clique aqui para conferir esse livro.

Desenho para animação

Manual de animação: Manual de métodos, princípios e formulas para animadores clássicos, de computador, de jogos, de Stop motion e de internet – Richard Williams

Gosto muito desse livro do Richard Williams (diretor de Uma Cilada para Roger Rabbit), utilizando como referência em diversas situações em sala de aula, sendo considerado uma bíblia da animação. Com muitas referências e etapas da produção da mesma.

Essa edição em português, pela Editora Senac, fez um ótimo trabalho, em capa dura, impressões de qualidade e textos estruturados.

Vale muito a pena adquirir, independentemente de seu nível na ilustração ou animação, já que é literalmente um manual e algo que poderá usar para sempre em sua carreira.

Clique aqui para conferir esse livro.

The Noble Approach: Maurice Noble and the Zen of Animation Design

Diferentemente do anterior, aqui o foco é maior nos cenários para animações, mas tem uma carga teórica e conceitual muito boa para quem quer seguir na área de animação como um todo.

Começando com a biografia de Maurice Noble (um dos maiores designers de animação até o momento) e depois uma coletânea de dicas e técnicas do mesmo e pessoas que passaram por ele de alguma maneira, seja trabalhando ou estudando.

Muito bem ilustrado e recheado de referências.

Clique aqui para conferir esse livro.

Conclusão

Gosto muito de ilustração, mas não sou um ilustrador. Por isso contamos aqui com a ajuda de profissionais de diferentes áreas para montar essa lista para vocês.

Se você for um ilustrador e tem indicações de outros livros, não deixe de comentar aqui e em nossas redes sociais, para que que possamos fazer listas como essa cada vez mais úteis para quem quer estudar e se aprofundar nas diversas áreas criativas que tanto amamos.

Até a próxima.

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